quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ano novo… Vida nova?

 

Ano novo, vida nova. Ouve-se sempre esta típica frase, quase sempre relacionada com os planos ou objectivos que temos quando o ano se está a acabar.
Aquelas promessas do "para o ano deixo de fumar" ou "em Janeiro começo a fazer dieta", que todos sabemos o destino que têm…

A meados de Janeiro as mesmas pessoas que prometiam deixar de fumar, já eu as encontro de cigarrinho na boca. Ou as que se diziam corajosas de praticar uma alimentação saudável acabam por se confessar, pela mesma altura do ano, mais gordas.

Pois então. O ano novo acaba por ser o medo que temos da mudança. A contagem decrescente para o novo ano, o coração a palpitar, naquele lusco fusco que são os dez segundos, acaba com os estoiros das garrafas de champanhe a abrir, com os foguetes a rebentar, com toda a gente a gritar… Mas depois disso, depois de termos abraçado uns e outros e de termos apanhado uma bezana daquelas memoráveis, ou depois de termos tido uma das melhores noites de convívio das nossas vidas… Volta tudo ao mesmo.

Semana seguinte, escola, e voltam os testes, e o meu pai a me dar cabo da cabeça com as notas, e mais bezanas, e mais livros lidos, e mais férias e mais amigos, e mais música, e mais abraços e mais beijos, e mais experiências e mais tudo. Tudo de novo, mas tudo banal ao mesmo tempo. Mais um ciclo de trezentos e sessenta e tal dias. Com uns mais valiosos que outros. Com uns mais memoráveis que outros, por boas ou más razões.

Mas uma coisa é certa. Um novo ano pode sempre ser o ponto de partida adiado, uma maneira de contabilizarmos os tempo, uma espécie de accionador do cronómetro imaginário com o qual desejamos estipular o início ou a duração de uma mudança que desejamos que ocorra na nossa vida.

No fim de contas, todos somos o que somos.  As atitudes que tomamos traçam os nossos destinos. As palavras que dizemos, as juras que cumprimos, os erros com os quais aprendemos fazem de nós o que somos.

E o que somos é o que manobra a nossa vida, torna melhores ou piores os nossos dias, torna-nos desejados ou odiados. E é assim.

Visto que aprendemos com os erros, ou mesmo que não aprendamos, temos sempre a oportunidade de recomeçar algo de novo, de fazer melhor, de evoluir como seres humanos… Ou até mesmo de desistir de algo. Aprendemos com os erros do ano anterior e podemos sempre reaprender a agir em determinadas ocasiões conforme os ensinamentos que dessas aprendizagens conseguirmos retirar…

Bem. Mas este ano… Ano novo vida nova.

Este ano vou deixar de fumar e digo-vos mesmo mais! Vou para o ginásio, vou emagrecer, não vou beber sem comer, não vou responder aos meus pais, vou deixar de roer as unhas, vou usar aparelho, não vou ficar um mês sem fazer o buço, não vou gastar 100€ num dia, não vou roubar moedas ao mealheiro, vou-me deitar cedo, não perderei mais passes de vai e vem, não vou estudar com o telemóvel ou PC ao pé, vou ler os Maias, vou aprender a escolher homens decentes, vou aprender a não deixar as luzes todas acesas, vou trabalhar no Verão, vou decidir o curso que quero tirar, vou ganhar o euromilhões, vou gravar um CD (RIR), vou realizar os meus desejos secretos, vou viajar, vou conseguir correr dez minutos sem me cansar, vou conseguir ter positiva e adorar Filosofia, vou tirar a loiça lavada da máquina de boa vontade… (asfixia)

Mas como ainda estamos em 2008… Vou ali fumar um cigarrinho, comer uma tablete de chocolates, tossir mais um bocadinho e esponjar-me no sofá.

 

Entrem com jeitinho meus amores. Bom ano!

 

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Navegando…

“Encontrava-me eu no meu barco, a caminho do mar, na foz do rio, mesmo a irromper mar adentro… Quando sinto vento. Um vento quente, um vento que transtorna e abafa mas que não me era de todo desconhecido.

À minha frente adivinhava-se um mar ondulante e desafiador, repleto de correntes que provocam curiosidade a qualquer marinheiro da vida. Mas o vento abrasador faz-se sentir, impõe-se, envolve-me, persuade-me e, parcialmente faz mudar a minha rota. Os meus pensamentos regrediram, deixei-me levar por eles. A brisa que se fazia sentir, era de tal ordem aconchegante, confortável e até momentaneamente tão segura, que eu, marinheira de sonhos, não resisti e ancorei em plena foz. Ancorei exactamente num imaginário abismo, num desejável dilema. Digo desejável dilema porque no fundo sabia o meu desejo. O meu coração de aventureira palpitava e atirava-me para a emoção. E se dou a entender que a emoção era a descoberta do alto mar… Engano.

A emoção de sentir o toque daquela rara brisa a passar por mim era maior, mais poderosa. A adrenalina de me deixar tentar pelo conforto aparente da brisa quente supera a minha vontade de navegar num mar desconhecido que atrai, um mar brilhante, onde, no entanto, onde o medo e a insegurança prevalecem.

E assim o faço. Deixo-me levar por supostas indecisões que estão mais que resolutas no meu mapa. Mas a brisa não é concreta, é rara e discreta, só eu a sinto. Até me pergunto se ela me sente como eu a ela. E, por inconsciente mas conscientemente saber a resposta, quero que ela me sinta com o mesmo impacto arrepiante com o qual sei que não sente e ma deixe prender e tê-la só para mim sem receios! E, por mais uma vez saber que para um elemento da natureza, dimensão e grandeza aparentes do vento não se deixar amainar ou cativar por um ser mortal como eu, desejo e grito àquele ar quente e agradavelmente sufocante que não procure mais as velas do meu barco, que sopre o seu maldito feitiço para outras bandas. E o vento transtornador ouve-me! Mas obedece tão bem às minhas mais secretas vontades que volta e acaba sempre por me fazer ancorar para o gozar e me fazer sentir parte dele.

E o mar alto, salgado, desconhecido mantém-se. Olho-o mas não me sinto com forças para sair dum amparo tão leve e tão familiar.”

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(A escassos dias do fim de 2008…)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Rascunho 1

"Acho que me sinto inspirada. Digo acho porque não tenho a certeza se esta estranha inspiração não será fruto da bezana que carrego. Sinto-me leve, pela sheeshah que fumei. Quero estar contigo mas não sei se quero. Quero ouvir a tua respiração mas não sei se devo. Ao mesmo tempo mantém-se esta estúpida indecisão entre dois extremos totalmente diferentes e não sei se fico se vou. Se quero ou se não ambiciono. O que sei é que realmente nem sei nada.
Quero ter vontade para não ter medo e ganhar coragem e pensar no que realmente ambiciono da minha vida. Quero sair daqui.. Mas ainda me falta muito tempo."

22.12.2008

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Vantagens.

Recebi mesmo ontem esta coisa que permanece nas minhas pernas, enquanto estou confortavelmente deitadinha na minha cama. Mas que sensação espectacular de preguiça. Nem apetece mexer-me.

Tenho o mundo aqui no meu colo. Se me apetecer posso chatear todos os meus contactos do MSN e estar deitada. Posso marcar a senha para amanhã e estar deitada. Posso mandar mail's, comentários e coisas parvas e... Estar deitada.

Posso estar a lamentar-me da nega que vou ter no teste de Filosofia que vou ter amanhã, posso pensar nas 30 mil coisas que tenho a fazer para esta semana, mas, ao mesmo tempo, estar deitada!

Posso estar deitada e pensar o quão bom é poder estar assim, deitada.

Ou posso calar-me e deixar de ser parva com esta conversa de lontra... E continuar deitada.

domingo, 23 de novembro de 2008

E assim nos perdemos.

 

Basta me olhares. Baste me olhares para todas as definições do meu Eu se modificarem.

E quando me tocas?

Transfiguro-me! Torno-me no fogo mais quente que alguma vez sentirás, na brasa mais incadescente do teu Inferno. Sou a tua salvação através do pecado, guio-te para a inevitável perdição.

Sim!

Encaminho-te,  (ou desencaminho, até) para o precipício que é a minha boca. Pela estrada das minhas mãos, do meu corpo, do meu toque! Do meu ser... E ser Eu é ser Tu, às tantas. Pelo reboliço descontrolado das chamas que nos consomem já nem distingo o Céu do Inferno. Porque afinal de contas... Tornámo-nos matéria una. Pelas leis da Física. Pelas leis da Química. Pelas leis da Humanidade. Pelas leis do Destino, pelas nossas leis que nem sequer sei se existem!

Tudo é esta absurda anarquia que nos devora, que nos torna marginais, sedentos de liberdade, de calor, de Tudo. E de Nada.

Mas a minha exigência não perdoa.

E eu quero-te mais que isso.

 

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Keep It!

 

 

 

 

"I just want to feel your touch in me, your lips in my soul, your sweating on my body... I want you to be my real dream and my passion in heaven, my sweet sin! I love and I miss you..."

 

Joana Albino 

 

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Os Cinco Sentidos

 

São belas - bem o sei, essas estrelas
Mil cores - divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho amor, olho para elas;
  Em toda a natureza
  Não vejo outra beleza
  Senão a ti - a ti!

Divina - ai! sim, será a voz que afina
Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.
Será; mas eu do rouxinol que trina
  Não oiço a melodia,
  Nem sinto outra harmonia
  Senão a ti - a ti!

Respira - n'aura que entre as flores gira,
Celeste - incenso de perfume agreste.
Sei... não sinto: minha alma não aspira,
  Não percebe, não toma
  Senão o doce aroma
  Que vem de ti - de ti!

Formosos - são os pomos saborosos,
É um mimo - de néctar o racimo:
E eu tenho fome e sede... sequiosos,
  Famintos meus desejos
  Estão... mas é de beijos, 
  E só de ti - de ti!

Macia - deve a relva luzidia
Do leito - se por certo em que me deito;
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
  Sentir outras carícias,
  Tocar noutras delícias
  Senão em ti - em ti!

A ti! ai, a ti só os meus sentidos
Todos num confundidos,
Sentem, ouvem, respiram;
Em ti, por ti deliram.
Em ti a minha sorte,
A minha vida em ti;
E quando venha a morte,
Será morrer por ti.

Almeida Garrett in Folhas Caídas

Genial!

domingo, 28 de setembro de 2008

Bela aventura..

Então, tudo começou numa quarta-feira, em que a Sara me disse que precisavam do meu número. O que é que eu pensei? "Quem é que me quer bater?"

Mas não, nada disso. Acabaram por me ligar e do outro lado "Olá Joana, boa noite, qual é a tua disponibilidade para amanhã?" E a minha disponibilidade era total. "Então e estavas disposta a alinhar nesta aventura? Sábado ires cantar com a banda." A minha veia de artista precipita-se e diz "Claro!"
Bem, no dia a seguir, lá fui, ter com a banda, ao nosso local de ensaio. A minha voz perra, as letras completamente esquecidas e erros, insegurança e paciência não faltaram. Mas pronto. Terminado o ensaio de Quinta-Feira, ficámos de ensaiar Sábado, como último ensaio, seguido do sound check. Lá ensaiámos e desta vez já havia mais à-vontade e um bocadinho mais das músicas sabidas. Chegadas aí as cinco horas, lá começámos a desmontar o material. Chegámos ao bar, montámos o material de novo, checkou-se uma música ou outra e bora comer. Já no McDonald, o sítio de eleição para jantar, mesmo para aproveitar as promoções daquele livrinho pequenino, pedi ao rapazinho que lá estava para me trocar o ketchup pela maionaise. Eis a resposta "Tem de dar mais 0,15€" e eu, claro "Então não dou?". É daquelas coisas que dá vontade de pedir o livrinho de reclamações. Estúpido!

Já com mais calorias no estômago, lá fomos vestir, despachar. Em casa do Tiago, conheci a tia dele, uma velhota que ficou super encantada. Depois de me maquilhar, claro, reparei que pusera mais blush de um lado da cara que de outro... Mas whatever. Lá voltámos ao bar, e claro, tem de começar a chover. Eu de saltos altos, a fugir da chuva para não encaracolar o raio da franja (mas que raio de ideia tive eu ao cortar isto assim...) e me tornar uma espécie de caniche... Só filmado mesmo. Mas pronto...

22h.30, 22h.45, 22h.55.. Até que começa a ouvir-se a minha voz. E foi óptimo... Adoro mesmo actuar. É o que gosto de fazer. Entreter, contactar com o público. E surpreender-me a mim mesma, mesmo que pela negativa, ao pensar "Bela m**** de actuação."

Mas é com a prática que se aprende, e bem ou mal, diverti-me, contactei com gente muito porreira, recebi elogios, propostas, e, vá lá, fiz algo diferente.

Obrigado a todos. :)

sábado, 20 de setembro de 2008

Já (re)começa...

Estou há aproximadamente dez minutos numa das minhas disciplinas favoritas: Filosofia. (Obviamente estou a ser irónica.)

E leva ali, a falar, a falar, a falar e esta aula, é uma das únicas situações em que não apanho nada do que se está a falar, o que, por vezes, mesmo sem tentar estar atenta até acaba por acontecer.

Tenho pensado imenso em partir, quebrar a rotina, conhecer mais malta nova, mais coisas novas, e, sobretudo, penso no momento em que vou puder ter a Minha Casa, sem ninguém que me faça dar justificações seja lá pelo que for.

Já sopro por todos os lados. Se não escrevo deixo-me dormir!

Mas que Verão... Podia contar todos os episódios e peripécias que certamente haveria algo que me escaparia. Tenho saudades de todos os sorrisos. De tudo e de todos. E depois penso:

Não pertenço aqui. Não me sinto eu, não tenho liberdade para tal. Não preciso que me compreendam, basta que confiem em mim e tentem perceber que não sou, de todo, uma criança. Orgulho-me de desde sempre, até hoje, ter feito coisas que sujeitos de 20 ou mais anos nunca fizeram.

Preciso apenas de um voto de confiança e de sair desta aula. Assim já ficava feliz.

 

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

E deito-me...

Deito-me na cama, barriga para baixo, como sempre. Com o braço de baixo da almofada fecho os olhos. As pálpebras cerradas, corpo morto da vida... E vou esvaziando o pensamento de todas as cores do mundo e concentro-me na tonalidade abstracta do meu cansaço. Respiro, lentamente... Abro e fecho os olhos, quase como que em câmara lenta, em movimentos melancólicos. Cada vez os vou piscando mais lentamente, até que  estes se fecham até ao meu acordar, definitivamente, e eu caio na dimensão do sossego, já tão ansiado e pedido pelas noites mal dormidas. E morro.

Amanhã, acordo, e volto a recriar o meu mundo, com todas as tintas e forças que terei, já desperta...

 

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N e P :

Não costumo mesmo gostar de pessoas tipo vocês. Malta de Cascais, cuja pronúncia é anasalada, que se cumprimenta apenas com um beijo na bochecha e não com dois, como estou habituada. Daqueles meninos cujos papás os tomam por santinhos, quando na realidade se demonstram verdadeiros diabos. Ou daquelas (in)felizes criaturas que ,por viverem numa mansão com 30 empregados, com uma garagem recheada de carros de alta cilindrada, cada um com o seu motorista para o transporte aos eventos mais in, se crêem donas do mundo.

Não costumo gostar mesmo nada de cabeludos com pulseiras VIP de todos os eventos sociais e mais algum, que com a intenção de se gabar dos eventos frequentados naquele ano conservam as pulseiras dos festivais, das discotecas, etc...

Mas vocês certamente estão deslocados. Conhecendo-vos, sabendo o que sei sobre vós e até sabendo que possuem algo que tenha mencionado, só sei que passei momentos convosco que sei que não vou nem quero passar com mais ninguém.

Tardes na piscina, SG Mentol (tabaco de tia de Cascais...), o suposto Sasha Summer Sessions, banhos na piscina às 4 da manhã, vodka Iced Tea, batatas com maionese, dormidas no puff, compras em Portimão, ovas de porco, jantares com os "tios", caipirinhas em Alvor, shots de meio copo de whiskey, noites na caravela...

Pequenos almoços de combate, choro na despedida, promessas que prometo cumprir...

Mas acima de tudo, seres humanos mágicos, humildes, simples, trabalhadores... Adoráveis!

Dois corações de ouro que me transmitiram a sensação de família, de utilidade, de união, de dedicação e de pureza de espírito!

Nem preciso repetir que este Verão foi só uma amostra do futuro.

Mais e mais noites virão. Estejamos nós ancorados no Rio Arade ou estafados no puff...

Graças a ti P e a ti N, conheci muitos sentimentos e emoções novas. A verdadeira família que conheceram há-de estar cá para vos suportar até ao mais ínfimo desejo.

Saudades e até já FAMÍLIA!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Um dia, princípio de Julho...

" Hoje sinto-me rebelde. Qualquer bom rebelde hardcore, como eu me sinto hoje no lado interior, se veste de preto. O preto é uma cor que impõe respeito, é pesado, é heavy. :-P

Levantei-me, olhei-me ao espelho. Hoje vi força e energia apesar das míseras cinco horas que dormi. E digo míseras porque estando de férias é uma duração de sono inadmissível.

Supostamente, hoje era dia de ir à praia. Vesti o bikini preto, o top preto, calcei as sapatilhas pretas, nos calções de ganga prendi um dos meus 30 cintos preferidos, aquele branco com umas caras pretas, que me custou 2,50€ na loja dos chineses. Fiz um rabo de cavalo, fiz o risco preto nos olhos com o Khol indiando que a Mó trouxe e pus aqueles óculos pretos, aqueles meio abelhão.

Lembrei-me de escrever isto precisamente no autocarro.

Ia a sair de casa, após me terem informado da mudança de planos (dedicarmo-nos à música em vez de ao bronze) e de repente começa a soar, no mp4 preto, Foo Fighters. Querem algo mais rebelde que a Best of You? Que power!

Tive de trocar de linha. Na paragem do SAP ficaram a olhar para mim, duas raparigas que lá estavam. E a olhar porquê? Talvez porque uma rapariguinha dos seus, vá, dezasseis aninhos estava a escrever num caderno em vez de estar agarrada ao telemóvel a trocar mensagens. Detesto sentir-me observada... Já na onda de Dire Straits, baixo o óculo e miro-as durante cinco segundos, que, em situações embaraçosas já é uma eternidade e finalmente lá deixaram de me olhar.

Chegou o autocarro. A linha Verde, sentido Norte, cheia, para variar, de gente já com alguma experiência de vida. Ali à frente vai um a limpar o salão...

Estou noutro planeta agora. Já me senti culpada, uma senhora falou comigo por alguma razão e não me apercebi graças ao nível de decibéis emitidos pelo mp4.

Já na Boavista vê-se uma estrada em bastante mau estado. Mas isso não e problema para o Sr. Ucrânia Condutor. Pé no "pidal" e vamos embora!

O John Mayer a sussurrar-me ao ouvido e a pôr-me lamechas... Ah... Staind... Esta caligrafia está "bastante porreira" graças às voltas deste belo meio de transporte... Dá uns solavancos, nh*** que... E continuo surda, abstracta, e com a perna dormente.

Agora vem uma rotunda. A rotunda, se a contornarmos por inteiro é um desilusão... Como a vida. Andas para lhe chegares, dás-lhe a volta mas retrocedes e vês a mesma coisa, ficas na mesma. O Vai e Vem é deprimente... Lá saiu mais uma velhota. Para esses, cada dia que passa é menos uma oportunidade para viver mais...

"Onde já estás? Beijo"

Já estou quase no fim do trajecto. O miúdo está impaciente hoje, pá!

Fui. Voltei. É ele. São impressionantes as sensações que me provoca. Simplesmente incrível... "

Julho de 2008, Memórias

Joana Albino

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Super Bock Surf Fest

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Visto que este ano a minha veia de festivaleira não esteve com muito vagar (€) pra festejar à brava nos festivais deste Verão, eis que vamos começar a desperdirmo-nos dele em grande estilo.

Dias 14 e 15, na praia do Tonel, com a companhia da bela Fortaleza de Sagres, a malta vai curtir um reaggae à maneira e apanhar um fresquinho da Costa Vicentina...

Vamos córtir os Massive Attack e os Emir Kusturica (aquela bela melodia)!
Na primeira noite, enquanto os Massive Attack não actuam, o festival dedica-se a apreciar o reggae-roots-rock do novo álbum dos Morgan Heritage ("Mission In Progress"), o regresso de Asa (reggae, soul, R & B e yoruba com carácter político), as brincadeiras dos ingleses Dub Pistols e as manobras dos portugueses Manif3stos.
A segunda noite tem a estrela maior em Emir Kusturica, acompanhado da No Smoking Orchestra.
Dia 15 actuam ainda os norte-americanos Groundation e de Jahcoustix & Dubious Neighbourhood. José Gonzalez acalma o ritmo para soprar um tom intimista. Antes, tocam os portugueses Triplet e os brasileiros Doces Cariocas.

Tragam tenda, sacos-cama, a farda aquática, o manjerico e vamos embora..!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

17.07

A vida é realmente um ciclo. Ainda há dias estava tudo bem, sentia-me feliz. Agora voltei à "depressão". Sinto-me perdida neste universo. No meu universo que agora é o cosmos dos lençóis, já é tarde...
Gostava de não sentir o peso que sinto no meu peito e de não me apetecer apenas aspirar músicas extremamente deprimentes. A minha banda sonora é neste momento Coldplay, Trouble, uma das músicas mais antigas da banda. Inicia-se com aquele piano que arrepia todos os infimos poros do meu corpo. Depois entra o Chris com a sua voz, que adoro. E pronto..
Relativamente ao mundo não sei. Não sei. E detesto não saber. O que fazer, talvez. Ou se calhar saber, até sei, não quero é aperceber-me dessa realidade. O que é suposto fazer agora?! Não sei. E por não saber, sei... Não sei lidar com a falta do teu abraço ou com a falta que me faz a tua voz. Está já tudo incutido em mim. Eras ou és parte de mim. Hás-de o ser sempre... Não quero saber lidar com a falta das palavras de boa noite. Ou com a falta da magia. Não suporto ter de tentar suportar a tua distância.
Agora que não quero ficar aqui a pensar nisso apetece-me ir também para aí, dar uma voltinha de avião, perder um em Bruxelas, sozinha, independente, desenrascar-me outra vez. E ficar um tempo longe daqui. Preciso de sentir a falta de tudo, não de ti. De tudo e todos. Quero mesmo ir. Quero ir ter com a Distância, quero que ela me leve. Já nem a música exerce o poder que exercia sobre mim...
Preciso de me recolher aos meus pensamentos, ganhar as minhas forças mais uma vez e tornar-me imune aos meus sentimentalismos. Quero ser racional, pensar antes de agir, tornar-me orgulhosa das minhas atitudes e coerente nas escolhas que faço. Preciso de um momento de reflexão... LONGE!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Filosofia?!

Hoje senti-me mesmo pensativa! Tantas horas em andanças de Vai e Vem levam a inspirações destas:

"Sinto a necessidade de concretizar e satisfazer a minha libertação interior. Quero escrever palavras e fazer coisas novas. Quero criar algo único, novo e especial. Quero ser eu, plenamente, na minha essência, ciente da minha personalidade. Quero poder ser eu e fazer tudo o que realmente sinto vontade de. Quero gritar ao mundo a solução da minha felicidade. Ninguém tem o direito de falar ou decidir por mim seja o que for! E eu não tenho absolutamente necessidade de me justificar perante ninguém acerca das minhas decisões. Quero ver-me livre das causas e as consequências. Não quero recear ser punida física, verbal, moral ou psicologicamente por expressar as minhas ideias. Quero ter pulso para, quando escrevo, usar as primeiras palavras que me vêm à cabeça e quero escrevê-las sem pensar na forma mais correcta de as usar. Não quero sequer que entendam o que escrevo ou que entendam ou compreendam, pelo menos, o que sou.
Eu procuro, repito, eu apenas procuro compreender-me a mim própria e definir os meus ideais. Quero perder ainda mais o medo de dizer o que penso, mas por outro lado, quero assegurar-me que essa atitude faz parte de mim. Que sou eu, a dizer aquilo porque realmente o sinto e acho necessário, não com outro intuito. Quero dizer “Sim, eu sou muito precoce” e não ser levada como uma adolescente. Quero ser vista como uma mulher (porque é assim que me sinto e até sei que possuo capacidades mentais elevadas a todos os níveis que me sustêm neste argumento), mulher essa que, como qualquer outra, deve ser respeitada. Gosto de saber falar, de falar, de ouvir e de ser ouvida. Desde a crise que o país atravessa passando pela música, matemática, literatura, gramática, assuntos a nível mundial, História, Informática… Gosto de ouvir quem faz, quem fez e quero que um dia tenham a mesma motivação acerca da minha pessoa, desejo ter muitas coisas para contar. Quero um dia que me oiçam e levem a sério. E espero que esse dia não tarde, não quero que seja preciso ter cabelos brancos para tal, mas que me olhem e analisem. Sinto que posso dar muito de mim, nem que seja o sorriso e as palavras.

E após isto tudo, sinto-me filosófica e odeio. Odeio Filosofia. Dos outros.
Tenho a minha filosofia, a minha atitude reflexiva com resultados sempre bastante práticos ou emotivistas. Talvez por isso um pouco inconsistentes. Mas fui sincera... "






segunda-feira, 30 de junho de 2008

Magia!

Chegámos lá. Antes, pensámos chegar ao extremo daquele caminho e lá pousar. Mas não, estava lá alguém com uma luz.
Então, sentámo-nos na beira do caminho e descemos, até às rochas negras que delimitam aquele calçadão que termina com o farol. Estava uma noite espectacular, depois de duas outras que tais... Saltitámos por cima dos pedregulhos, eu com medo. Mas tu seguro de ti. E de mim. Sentámo-nos naquele local mágico por horas que pareceram segundos. Dissemos coisas bonitas um ao outro. Selámos desejos, vontades e confissões àquele mar que estava lá só para nós. Aquelas estrelas, uma delas que caíu, fizeram as nossas delícias naquele instante, que se prolongará para sempre... Depois o céu começa a iluminar-se. A partir do horizonte vê-se uma lista horizontal laranja, um laranja quente e doce, uma pincelada fina de azul e na acendência do céu, negro. Sinto nesse momento a tua mão suave a percorrer a minha face e a chegá-la à tua. Sinto um toque nos lábios e um beijo com o mesmo sabor daquele céu mágico. Deito-me de novo, aconchego-me a ti e no silêncio das nossas palavras começa, lentamente, a surgir um azul ténue e claro. E uma brisa fria, que nos fez deixar aquele paraíso e acordar daquele sonho tão real...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Onde vamos parar?

É o que nos preocupa. Esta Crise. Este país, esta sociedade, o Governo, a gasolina, o preço do pão, a EDUCAÇÃO! Onde vamos parar?

Das poucas vezes que as crianças mais pequenas, contrariamanete à sua vontade, dispensam o comando da televisão da cozinha que está constantemente a emitir o temível Canal Panda, vejo irromper pelo pequeno ecrã os berrantes rodapés que anunciam os leads das notícias. Invariavelmente variam entre escândalos relacionados com frases ditas pela Sôtora Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, ou "Petróleo Atinge o Preço Mais Alto de Sempre" e com isso, faz-se uma peça onde aparecem postos de abastecimento concorrentes com outros mesmos ou gritos e reclamações dos pescadores. Também há a vertente do aumento do pão. Pois bem.

Onde é que já se viu?

Justificarem-se faltas apenas com o atestado médico?! E se for uma constipação, daquelas que só passam com o cházinho de limão? (como diz a minha avó "Esses comprimidos, isso só vos faz é mal!") E os coitados (alguns) dos professores. Também já não lhes pode avariar o carro ou ter um filho a arder em febre, que lhes atrasa logo a progressão na carreira!

Gasolina a um euro e cinquenta, trezentos escudos o litro?!

E quando à padaria comprar os papossecos da praxe?!

- São oito papossequinhos mal cozidinhos, se faz favor.

- Noventa e seis cêntimos, por favor.

E vou a pensar. Com vinte escudos comprava eu uma sandes de fiambre na minha escola primária! Agora compro um paposseco...

E esta miudagem? Miudagem, mais velha que eu, de dezassete ou dezoito anos, anda no sexto ano, atreve-se a reprovar no ano mais acessível do ensino e ainda anda pelas ruas, de entrouxo exposto (refiro-me a calças dentro das meias, isso antes ainda se usava e aceitava, agora é decadente, passou de moda, mas ninguém entende. As sapatilhas nike, daquelas com uma câmara de ar, que pesa três kilogramas em cada pé... O que 'tá a dar são as Adidas, meus!, por isso não tenho nenhumas...)

Há uns dias atrás, estava eu sentada no Sapal em pleno centro desta bela cidade. Passam-me três mocecos, uma aspiração a arrumadores de rua, com um andar que transpirava desejo de afirmação e de "yah, sou altamente!". Não faço a mínima ideia, nem sei por que carga de água, desenrolou-se uma espécie de zaragata com um senhor com idade de ser avô deles. As palavras que trocaram foram inteligíveis, mas, quando olhei, um desses monstrinhos cravou um estalo e um empurrão ao velhote, e claro fogem os três gangsters, a rir de gozo (gozo?!), atravessando a estrada, ainda voltando-se para trás, a olhar os velhote! Será possível?

A igualdade de direitos provoca conflitos destes! Sujeitos destes, mutantes, bichos, merecem ter oportunidade de ter uma escola, subsídios, refeições gratuitas e não disfrutar deles? Merecem poder chumbar 30 vezes no sexto ano poorque acham que sim? Os pais não acordam, não castigam? Não cortam mesadas, telemóveis, não se preocupam? Compreendo que muitas vezes essas atitudes provêm de traumas ou até mesmo da educação (ou a falta dela) providenciada muitas vezes pelas próprias famílias, mas essas pessoas precisam de ajuda! Os outros (falo por base em casos próximos), que por vezes, têm uma família estável e um cérebro intelectualmente proveitoso não aproveitam. Nem limito o uso do intelecto à escola, mas que se aproveitem dele para trabalhar ou para desempenhar qualquer outra actividade benéfica para a sociedade! Não para se exibirem rua fora, agrupados em gangues entrouxados, inúteis, analfabetos e brutos, com uma expressão de orgulho estampada na fronha.

Até já eu pareço a minha avó a falar... Onde vamos parar?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Força de Vontade?

Às vezes dou comigo mesma paralisada. Completamente. Fico a olhar para o nada, com cara de idiota, por vezes talvez por durante minutos a fio... Fico a olhar para a parede, por exemplo. Exteriormente, pareço-me com uma autista, mas no meu interior há um turbilhão de pensamentos. Penso na cara parva que devo estar a fazer, mas, de seguida, lembro-me dele ou penso "podia estar a fazer outra coisa mas não me apetece".
Resultante disto, é a minha "falta de tempo", mais conhecida por "falta de força de vontade". Podia estar a fazer as perguntas para História, mas nop, fico aqui bloqueada, em frente ao ecrã a pensar coisas que podia fazer e que não faço. Raramente cedo às minha obrigações. Posso dizer que sou apologista nata da preguiça ou que sofro de preguicite crónica. Mas aborrece-me tanto, ter de me levantar, andar a longa distância de 10 passos para chegar até ao destino final: o quarto. Ai o quarto! No quarto posso disfrutar de actividades, todas elas bastante apeteciveis:
  • A cadeira do quarto com uma pilha de blusas do avesso por enterrar na gaveta.
  • O puff, com uma maior variedade de artigos: Revistas, lenços, mochilas e t-shirts.
  • A cama, desfeita há pelo menos dois dias, com a particularidade do saco da natação por desfazer.
  • A mesa de cabeceira, com o livro de Literatura Portuguesa por ler e lenços de papel.

Agora, neste preciso momento, poderia estar a fazer algo dessa lista. Mas não. Estou a escrever no Blog. Sentada. Paralisada. A olhar para o ecrã.

terça-feira, 6 de maio de 2008

É tudo uma questão de crença!

Esta falta de tempo, esta ocupação constante com assuntos "profissionais" e a aglomeração de todos esses factores não me tem deixado tempo para escritas. Montes de trabalhos de grupo para apresentar, que por sinal não estão a render nada (pelo contrário), juntamente com testes e os treinos mal me resta tempo para as minhas cantorias! imagine-se...

Para ajudar à festa agora arranjei o peso consciencial da dieta! Com as maçãs certas e os abdominais regulares tudo vai ao lugar! Continuo a afincar-me na minha teoria:


"Com o calor e com as idas à praia acabam-se as gorduras!"


É uma questão de crença... É psicológico!


Mas voltando ao stress... Nem tudo é mau!
Nem tudo é mau porque apesar de não pensar na frase "amanhã será um dia melhor" e não ter um lema baseado numa citação que toda a gente utiliza como consolo às suas desgraças, sei que amanhã acordo, abro a janela e "sim, está calor, está sol, estou atrasada, mas está sol!" e a partir desse momento sorrio todo o dia...

Esqueço os aspectos negativos do hoje, ou seja, do ontem de amanhã. Esqueço que a dissertação de Filosofia estava uma m**** e que do trabalho de Inglês não se aproveitou muito mais.


Penso apenas nas palavrinhas mágicas que ele me diz e nas coisas boas que ficaram do hoje, ou seja, do ontem de amanhã. Sim, e penso no solinho e na praia que está quase a chegar, que, se a minha teoria se provar!, tem como consequência o desejado "canône" corporal que tenho em mente. E nas noites quentes e ritmadas do Verão... E nos infindáveis (bons) momentos que me faltam viver.


Tchin Tchin...




segunda-feira, 21 de abril de 2008

18.

"É noite Amor.
E chove.
Deita-te aqui. Comigo.
Vê-me respirar, acaricia-me...
Agora olha-me. Nos olhos...
Beija-me!
Em silêncio, devagarinho...
Amor, shiu, escuta a chuva...
Não és tu que amas a chuva?
Eu sei...
Amas a intensidade de cada gota que cai.
Amas a sua capacidade de mudar um momento.
Amas a sua liberdade.

Mas, Amor, não ames a chuva.
Não a ames.
Não ames a chuva fria que me escorre pela face.
Nem a queiras ser...
Não queiras ser a chuva.
Deixa-a cair só, lá fora!

Amor, silêncio agora...
A chuva já não cai!
Amor! agora dorme.
Descansa... Em silêncio.
Comigo, Amor."




quinta-feira, 17 de abril de 2008

o Dia.

Olho distante para o Dia.
Dia distante, olhado por mim. E por ti.
Dia que dista de mim, como eu de ti.

Sento-me a olhar, o Dia, tão distante...
Dia que me distancia de tudo,
Apenas para chegar perto de ti.

Quero vivê-lo, feliz, alegre, tranquila,
Sem receio do medo da dor!
Plena. Plenamente!

Quero senti-lo esvoaçar na minha face,
Rosada. Quente. Alegre!

Quero distância dessa distância,
Que nos aproxima, desaproximando-nos...




















segunda-feira, 14 de abril de 2008

T.P.C.. ;)

Por detrás deste sorriso
Esconde-se outro ainda maior.
Esconde-se a minha força, a minha energia
O meu humor, a ironia, as gargalhadas e a magia...
Dentro deste coração esconde-se o romantismo, a paixão,
Os sentimentos de dor, a saudade...
Escondem-se largas lágrimas, que não choro, p'ra esconder.
Existem segredos indesvendáveis, que não traem quem mos desvendou...

Através desta voz canto as mais puras emoções!
Canto alegria, sabedoria e tristeza e desilusão,
Alto, canto-as alto, com garra e dedicação,
Não fosse esta arte ou dom (como queiram) a minha meta...

Mas não sou só Qualidades e Emoções.
Sou erros, fui vergonha,
Sou vaidade, exigência,
Sou precipitação e ambição...

Eu. Quero chegar a algo que não sei bem o quê.
Quero ser alguém que também ainda não descobri.
Não sei ainda definir as pedras que quero pisar,
Nem tenho uma bússola que me oriente na vida.

Sei que me quero deixar fluir,
Dar asas aos meus sonhos, colher oportunidades!


Quero ser Amor. Quero ser Força. Quero ser Papel. Quero ser Música.


Voarei, lutarei e hei-de ser feliz. Eu sei....




quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mó!

Sinto falta da tua voz, Mó, sinto falta das nossas conversas. Sinto muita falta das tuas palavras...

Sinto muita, muita falta, de te olhar, até mesmo de te ver andar com a rapidez que te é característica!

Tenho saudades da tua força, mulher!, da tua garra... Mas também tenho saudades da tua ingenuidade de criança. Do teu sorriso envergonhado...

Sinto falta do teu jeito, da tua energia, da tua presença no teu quarto e do tumulto de roupagem que assentava na tua cadeira.

Sinto falta (e que falta!...) de ti.


Mónica, solta essas asas e essas garras, voa e sente até ao fim.


Voltas na cama...

A minha mais recente "aquisição". Insónias.
Arranjei-as nem sei como. Talvez até tenha a certeza que são causadas pelas palpitações deste cérebro chanfrado que insiste em remexer as coisas que por cá pairam. Quero deixar de pensar nessas coisas, e de dar asas a imaginações desta espécie, mas é automático.
Penso em matemáticas, em folhas de papel, em rodas, em aviões, em erros, em confiança, independência e a única reacção são lágrimas...
Onde anda o meu sono milagroso-reparador, que costumava ser o analgésico para os problemas?
Anda a passear, algures pelo meu subconsciente, talvez debaixo da suposta massa cinzenta...
Agora nas limpezas de Primavera, aproveitando as tais arrumações primaveris, a ver se arejo também estas instalações...




terça-feira, 25 de março de 2008

Força. Dá.

És as lágrimas que me escorrem pela cara.
Causas-me a dor mais aguda que sinto.
És raiva que me ferve o sangue.
Os gritos de desilusão.
As promessas estranguladoras.

Da tua boca saem lanças que me destroem,
Das tuas mãos espinhos que me magoam.

Muito.

A maior dor que posso sentir causas-ma tu!

Quero poder ser eu.
Quero confiar-me a ti.
Preciso de ti.
Eu já desisti.
Restas só tu.
Agora não desistas também.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Branco

Em folhas de papel,
Delineadas. Delicadas.
Limpas, maneirinhas,
acinzentadas, mas ainda assim, Perfeitas.
Letras perdidas, mas não desfeitas.
Num só gesto, compostas em linhas,
Num movimento seguro e cuidado,
Surgem traços, em papéis outrora imaculados.
Minutos passados, riscos riscados.
Frases escritas, devoram o espaço,
Das linhas perfeitas agora usadas e traçadas.

Mas nada de novo...

São só traços cinzentos.
Delineados. Compostos. Alinhados. Riscados. Perdidos e achados.

Tumulto que ocupa agora a folha de papel, outrora branca e imaculada.



quarta-feira, 12 de março de 2008

No Silêncio.


Na noite silenciosa,
Vejo algo forte, grandioso.
No silêncio sinto-te!
Ouço o bater do meu coração,
O acelerar da vida no meu corpo!
No silêncio ouço-te!
Capto todas as tuas palavras, breves e intensas,
Aprisiono a melodia da tua voz, tão pura!...
E quando me segredas ao ouvido?
Um simples sussurro faz-me sonhar...
Em silêncio.
Um ar claro mas notório,
Sinto-te em mim, mesmo que aqui comigo não estejas.
Nesta noite tão silenciosa.







domingo, 24 de fevereiro de 2008

Ó tu! Volta aqui...

Apetece-me escrever. Mas não encontro a Inspiração!
A Inspiração é uma criança.
Rabina, veloz, que corre e se esgueira por entre os meus dedos.
Perco sempre imenso tempo a correr atrás da Inspiração.

Corro,
Corro,
Corro,
Mas acabo por escorregar e caio!
Levanto-me, corro enquanto chamo por ela:
- Ó tu! Volta aqui.. Deixa-me contar-te um segredo. Não, uma história! Uma história de reis e pássaros falantes, de zebras riscadas e gatos malhados e elefantes azuis e grãos de areia esvoaçantes!
A custo, essa malandra e inocente criatura pára com a correria.
Aproxima-se lentamente da minha pessoa e acaba por sentar-se no meu colo, ofegante da cansativa luta travada para a sua captura...
Surgiu, lentamente, passo a passo, acabando desfalecida entre os meus braços, ouvindo as histórias des reis e dos pássaros falantes. E das zebras riscadas e dos gatos malhados. E dos elefantes azuis, e, por fim, dos grãos que esvoaçavam, levados pela brisa do sono profundo da criança ladina e estafada que adormecera sobre as minhas saias...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Saudade Precoce...


Belisquem-me! Vais embora... Costumo dizer-te a brincar "Só assim vou lá passear...". Mas é claramente a minha forma de lidar com as coisas difíceis. A brincar. Já dei por mim a chorar com saudades tuas, a antever a despedida no aeroporto... Obviamente penso (e invejo-te) em todas as oportunidades que irás ter, o que irás ver, comer, sentir... Mas vais fazer-me falta como (felizmente) nunca ninguém me fez...


A minha confidente, a minha amiga, a minha companheira de aventuras, a minha melhor amiga... A minha prima! Vai voar por aí... À descoberta das nuvens e do céu azul... Nas rotas de uma vida cheia de aventuras e coisinhas giras... Com muita lagriminha pelo meio, certamente. Muita saudade do panito de torresmos da Avó, saudades da lareirinha e dos Domingos cinematográficos/lamacentos. Saudades das "All Night Long"... Dos festivais de Verão. Da lasanha do Lidl. Das melancias de 5kg, dos carapaus de Sábado. Das guitarradas, do restaurante vegetariano.


Das nossas conversas... Dos nossos segredos... Dos nossos planos MÓ! :)


Quero que contes sempre com o meu apoio para tudo o que decidires fazer da tua vida...


Minha querida, fofinha, cutxi-cutxi, priminha... Fly Emirates is waiting for you..!

Prometo que indo lá, levo umas comidinhas das boas...



"Here's Mónica Pinto, from Fly Emirates cabin crew... I hope you enjoy your flight!"
[ 1998 ]
Amo-te Prima Mónica.

Brisas...


Um vento repleto de sonhos, que provoca a dança das folhas da tremenda árvore do destino.
Destino injusto, envolvido em sensações como um som mágico inconfundível.
Um som das tuas mãos, um toque das tuas palavras.
O sussuro das folhas, a luz da lua no teu olhar.
O surgir da estrela no pleno céu azul.
No meu céu? Não, no NOSSO céu!
O céu do prazer...
E o vento acaricia levemente as pétalas do meu ser. E o vento transporta a música de ti.
E a música somos tu e eu.
A Lua e o Sol.
O Vento e as Pétalas.
A música somos Nós.
O teu toque ajeita-se com cada palavra tua.
E o nosso céu torna negro quando o dia acaba.
E o teu olhar já não reflecte a Lua.
E o Sol já não provoca o calor que tudo emanava.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Icógnita..

E nasce uma frase, só mesmo para encher o blog!
Vamos lá ver o que isto vai dar..