terça-feira, 25 de março de 2008

Força. Dá.

És as lágrimas que me escorrem pela cara.
Causas-me a dor mais aguda que sinto.
És raiva que me ferve o sangue.
Os gritos de desilusão.
As promessas estranguladoras.

Da tua boca saem lanças que me destroem,
Das tuas mãos espinhos que me magoam.

Muito.

A maior dor que posso sentir causas-ma tu!

Quero poder ser eu.
Quero confiar-me a ti.
Preciso de ti.
Eu já desisti.
Restas só tu.
Agora não desistas também.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Branco

Em folhas de papel,
Delineadas. Delicadas.
Limpas, maneirinhas,
acinzentadas, mas ainda assim, Perfeitas.
Letras perdidas, mas não desfeitas.
Num só gesto, compostas em linhas,
Num movimento seguro e cuidado,
Surgem traços, em papéis outrora imaculados.
Minutos passados, riscos riscados.
Frases escritas, devoram o espaço,
Das linhas perfeitas agora usadas e traçadas.

Mas nada de novo...

São só traços cinzentos.
Delineados. Compostos. Alinhados. Riscados. Perdidos e achados.

Tumulto que ocupa agora a folha de papel, outrora branca e imaculada.



quarta-feira, 12 de março de 2008

No Silêncio.


Na noite silenciosa,
Vejo algo forte, grandioso.
No silêncio sinto-te!
Ouço o bater do meu coração,
O acelerar da vida no meu corpo!
No silêncio ouço-te!
Capto todas as tuas palavras, breves e intensas,
Aprisiono a melodia da tua voz, tão pura!...
E quando me segredas ao ouvido?
Um simples sussurro faz-me sonhar...
Em silêncio.
Um ar claro mas notório,
Sinto-te em mim, mesmo que aqui comigo não estejas.
Nesta noite tão silenciosa.