segunda-feira, 21 de abril de 2008

18.

"É noite Amor.
E chove.
Deita-te aqui. Comigo.
Vê-me respirar, acaricia-me...
Agora olha-me. Nos olhos...
Beija-me!
Em silêncio, devagarinho...
Amor, shiu, escuta a chuva...
Não és tu que amas a chuva?
Eu sei...
Amas a intensidade de cada gota que cai.
Amas a sua capacidade de mudar um momento.
Amas a sua liberdade.

Mas, Amor, não ames a chuva.
Não a ames.
Não ames a chuva fria que me escorre pela face.
Nem a queiras ser...
Não queiras ser a chuva.
Deixa-a cair só, lá fora!

Amor, silêncio agora...
A chuva já não cai!
Amor! agora dorme.
Descansa... Em silêncio.
Comigo, Amor."




quinta-feira, 17 de abril de 2008

o Dia.

Olho distante para o Dia.
Dia distante, olhado por mim. E por ti.
Dia que dista de mim, como eu de ti.

Sento-me a olhar, o Dia, tão distante...
Dia que me distancia de tudo,
Apenas para chegar perto de ti.

Quero vivê-lo, feliz, alegre, tranquila,
Sem receio do medo da dor!
Plena. Plenamente!

Quero senti-lo esvoaçar na minha face,
Rosada. Quente. Alegre!

Quero distância dessa distância,
Que nos aproxima, desaproximando-nos...




















segunda-feira, 14 de abril de 2008

T.P.C.. ;)

Por detrás deste sorriso
Esconde-se outro ainda maior.
Esconde-se a minha força, a minha energia
O meu humor, a ironia, as gargalhadas e a magia...
Dentro deste coração esconde-se o romantismo, a paixão,
Os sentimentos de dor, a saudade...
Escondem-se largas lágrimas, que não choro, p'ra esconder.
Existem segredos indesvendáveis, que não traem quem mos desvendou...

Através desta voz canto as mais puras emoções!
Canto alegria, sabedoria e tristeza e desilusão,
Alto, canto-as alto, com garra e dedicação,
Não fosse esta arte ou dom (como queiram) a minha meta...

Mas não sou só Qualidades e Emoções.
Sou erros, fui vergonha,
Sou vaidade, exigência,
Sou precipitação e ambição...

Eu. Quero chegar a algo que não sei bem o quê.
Quero ser alguém que também ainda não descobri.
Não sei ainda definir as pedras que quero pisar,
Nem tenho uma bússola que me oriente na vida.

Sei que me quero deixar fluir,
Dar asas aos meus sonhos, colher oportunidades!


Quero ser Amor. Quero ser Força. Quero ser Papel. Quero ser Música.


Voarei, lutarei e hei-de ser feliz. Eu sei....




quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mó!

Sinto falta da tua voz, Mó, sinto falta das nossas conversas. Sinto muita falta das tuas palavras...

Sinto muita, muita falta, de te olhar, até mesmo de te ver andar com a rapidez que te é característica!

Tenho saudades da tua força, mulher!, da tua garra... Mas também tenho saudades da tua ingenuidade de criança. Do teu sorriso envergonhado...

Sinto falta do teu jeito, da tua energia, da tua presença no teu quarto e do tumulto de roupagem que assentava na tua cadeira.

Sinto falta (e que falta!...) de ti.


Mónica, solta essas asas e essas garras, voa e sente até ao fim.


Voltas na cama...

A minha mais recente "aquisição". Insónias.
Arranjei-as nem sei como. Talvez até tenha a certeza que são causadas pelas palpitações deste cérebro chanfrado que insiste em remexer as coisas que por cá pairam. Quero deixar de pensar nessas coisas, e de dar asas a imaginações desta espécie, mas é automático.
Penso em matemáticas, em folhas de papel, em rodas, em aviões, em erros, em confiança, independência e a única reacção são lágrimas...
Onde anda o meu sono milagroso-reparador, que costumava ser o analgésico para os problemas?
Anda a passear, algures pelo meu subconsciente, talvez debaixo da suposta massa cinzenta...
Agora nas limpezas de Primavera, aproveitando as tais arrumações primaveris, a ver se arejo também estas instalações...