segunda-feira, 21 de abril de 2008

18.

"É noite Amor.
E chove.
Deita-te aqui. Comigo.
Vê-me respirar, acaricia-me...
Agora olha-me. Nos olhos...
Beija-me!
Em silêncio, devagarinho...
Amor, shiu, escuta a chuva...
Não és tu que amas a chuva?
Eu sei...
Amas a intensidade de cada gota que cai.
Amas a sua capacidade de mudar um momento.
Amas a sua liberdade.

Mas, Amor, não ames a chuva.
Não a ames.
Não ames a chuva fria que me escorre pela face.
Nem a queiras ser...
Não queiras ser a chuva.
Deixa-a cair só, lá fora!

Amor, silêncio agora...
A chuva já não cai!
Amor! agora dorme.
Descansa... Em silêncio.
Comigo, Amor."




Sem comentários: