quinta-feira, 29 de maio de 2008

Onde vamos parar?

É o que nos preocupa. Esta Crise. Este país, esta sociedade, o Governo, a gasolina, o preço do pão, a EDUCAÇÃO! Onde vamos parar?

Das poucas vezes que as crianças mais pequenas, contrariamanete à sua vontade, dispensam o comando da televisão da cozinha que está constantemente a emitir o temível Canal Panda, vejo irromper pelo pequeno ecrã os berrantes rodapés que anunciam os leads das notícias. Invariavelmente variam entre escândalos relacionados com frases ditas pela Sôtora Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, ou "Petróleo Atinge o Preço Mais Alto de Sempre" e com isso, faz-se uma peça onde aparecem postos de abastecimento concorrentes com outros mesmos ou gritos e reclamações dos pescadores. Também há a vertente do aumento do pão. Pois bem.

Onde é que já se viu?

Justificarem-se faltas apenas com o atestado médico?! E se for uma constipação, daquelas que só passam com o cházinho de limão? (como diz a minha avó "Esses comprimidos, isso só vos faz é mal!") E os coitados (alguns) dos professores. Também já não lhes pode avariar o carro ou ter um filho a arder em febre, que lhes atrasa logo a progressão na carreira!

Gasolina a um euro e cinquenta, trezentos escudos o litro?!

E quando à padaria comprar os papossecos da praxe?!

- São oito papossequinhos mal cozidinhos, se faz favor.

- Noventa e seis cêntimos, por favor.

E vou a pensar. Com vinte escudos comprava eu uma sandes de fiambre na minha escola primária! Agora compro um paposseco...

E esta miudagem? Miudagem, mais velha que eu, de dezassete ou dezoito anos, anda no sexto ano, atreve-se a reprovar no ano mais acessível do ensino e ainda anda pelas ruas, de entrouxo exposto (refiro-me a calças dentro das meias, isso antes ainda se usava e aceitava, agora é decadente, passou de moda, mas ninguém entende. As sapatilhas nike, daquelas com uma câmara de ar, que pesa três kilogramas em cada pé... O que 'tá a dar são as Adidas, meus!, por isso não tenho nenhumas...)

Há uns dias atrás, estava eu sentada no Sapal em pleno centro desta bela cidade. Passam-me três mocecos, uma aspiração a arrumadores de rua, com um andar que transpirava desejo de afirmação e de "yah, sou altamente!". Não faço a mínima ideia, nem sei por que carga de água, desenrolou-se uma espécie de zaragata com um senhor com idade de ser avô deles. As palavras que trocaram foram inteligíveis, mas, quando olhei, um desses monstrinhos cravou um estalo e um empurrão ao velhote, e claro fogem os três gangsters, a rir de gozo (gozo?!), atravessando a estrada, ainda voltando-se para trás, a olhar os velhote! Será possível?

A igualdade de direitos provoca conflitos destes! Sujeitos destes, mutantes, bichos, merecem ter oportunidade de ter uma escola, subsídios, refeições gratuitas e não disfrutar deles? Merecem poder chumbar 30 vezes no sexto ano poorque acham que sim? Os pais não acordam, não castigam? Não cortam mesadas, telemóveis, não se preocupam? Compreendo que muitas vezes essas atitudes provêm de traumas ou até mesmo da educação (ou a falta dela) providenciada muitas vezes pelas próprias famílias, mas essas pessoas precisam de ajuda! Os outros (falo por base em casos próximos), que por vezes, têm uma família estável e um cérebro intelectualmente proveitoso não aproveitam. Nem limito o uso do intelecto à escola, mas que se aproveitem dele para trabalhar ou para desempenhar qualquer outra actividade benéfica para a sociedade! Não para se exibirem rua fora, agrupados em gangues entrouxados, inúteis, analfabetos e brutos, com uma expressão de orgulho estampada na fronha.

Até já eu pareço a minha avó a falar... Onde vamos parar?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Força de Vontade?

Às vezes dou comigo mesma paralisada. Completamente. Fico a olhar para o nada, com cara de idiota, por vezes talvez por durante minutos a fio... Fico a olhar para a parede, por exemplo. Exteriormente, pareço-me com uma autista, mas no meu interior há um turbilhão de pensamentos. Penso na cara parva que devo estar a fazer, mas, de seguida, lembro-me dele ou penso "podia estar a fazer outra coisa mas não me apetece".
Resultante disto, é a minha "falta de tempo", mais conhecida por "falta de força de vontade". Podia estar a fazer as perguntas para História, mas nop, fico aqui bloqueada, em frente ao ecrã a pensar coisas que podia fazer e que não faço. Raramente cedo às minha obrigações. Posso dizer que sou apologista nata da preguiça ou que sofro de preguicite crónica. Mas aborrece-me tanto, ter de me levantar, andar a longa distância de 10 passos para chegar até ao destino final: o quarto. Ai o quarto! No quarto posso disfrutar de actividades, todas elas bastante apeteciveis:
  • A cadeira do quarto com uma pilha de blusas do avesso por enterrar na gaveta.
  • O puff, com uma maior variedade de artigos: Revistas, lenços, mochilas e t-shirts.
  • A cama, desfeita há pelo menos dois dias, com a particularidade do saco da natação por desfazer.
  • A mesa de cabeceira, com o livro de Literatura Portuguesa por ler e lenços de papel.

Agora, neste preciso momento, poderia estar a fazer algo dessa lista. Mas não. Estou a escrever no Blog. Sentada. Paralisada. A olhar para o ecrã.

terça-feira, 6 de maio de 2008

É tudo uma questão de crença!

Esta falta de tempo, esta ocupação constante com assuntos "profissionais" e a aglomeração de todos esses factores não me tem deixado tempo para escritas. Montes de trabalhos de grupo para apresentar, que por sinal não estão a render nada (pelo contrário), juntamente com testes e os treinos mal me resta tempo para as minhas cantorias! imagine-se...

Para ajudar à festa agora arranjei o peso consciencial da dieta! Com as maçãs certas e os abdominais regulares tudo vai ao lugar! Continuo a afincar-me na minha teoria:


"Com o calor e com as idas à praia acabam-se as gorduras!"


É uma questão de crença... É psicológico!


Mas voltando ao stress... Nem tudo é mau!
Nem tudo é mau porque apesar de não pensar na frase "amanhã será um dia melhor" e não ter um lema baseado numa citação que toda a gente utiliza como consolo às suas desgraças, sei que amanhã acordo, abro a janela e "sim, está calor, está sol, estou atrasada, mas está sol!" e a partir desse momento sorrio todo o dia...

Esqueço os aspectos negativos do hoje, ou seja, do ontem de amanhã. Esqueço que a dissertação de Filosofia estava uma m**** e que do trabalho de Inglês não se aproveitou muito mais.


Penso apenas nas palavrinhas mágicas que ele me diz e nas coisas boas que ficaram do hoje, ou seja, do ontem de amanhã. Sim, e penso no solinho e na praia que está quase a chegar, que, se a minha teoria se provar!, tem como consequência o desejado "canône" corporal que tenho em mente. E nas noites quentes e ritmadas do Verão... E nos infindáveis (bons) momentos que me faltam viver.


Tchin Tchin...