quinta-feira, 17 de julho de 2008

17.07

A vida é realmente um ciclo. Ainda há dias estava tudo bem, sentia-me feliz. Agora voltei à "depressão". Sinto-me perdida neste universo. No meu universo que agora é o cosmos dos lençóis, já é tarde...
Gostava de não sentir o peso que sinto no meu peito e de não me apetecer apenas aspirar músicas extremamente deprimentes. A minha banda sonora é neste momento Coldplay, Trouble, uma das músicas mais antigas da banda. Inicia-se com aquele piano que arrepia todos os infimos poros do meu corpo. Depois entra o Chris com a sua voz, que adoro. E pronto..
Relativamente ao mundo não sei. Não sei. E detesto não saber. O que fazer, talvez. Ou se calhar saber, até sei, não quero é aperceber-me dessa realidade. O que é suposto fazer agora?! Não sei. E por não saber, sei... Não sei lidar com a falta do teu abraço ou com a falta que me faz a tua voz. Está já tudo incutido em mim. Eras ou és parte de mim. Hás-de o ser sempre... Não quero saber lidar com a falta das palavras de boa noite. Ou com a falta da magia. Não suporto ter de tentar suportar a tua distância.
Agora que não quero ficar aqui a pensar nisso apetece-me ir também para aí, dar uma voltinha de avião, perder um em Bruxelas, sozinha, independente, desenrascar-me outra vez. E ficar um tempo longe daqui. Preciso de sentir a falta de tudo, não de ti. De tudo e todos. Quero mesmo ir. Quero ir ter com a Distância, quero que ela me leve. Já nem a música exerce o poder que exercia sobre mim...
Preciso de me recolher aos meus pensamentos, ganhar as minhas forças mais uma vez e tornar-me imune aos meus sentimentalismos. Quero ser racional, pensar antes de agir, tornar-me orgulhosa das minhas atitudes e coerente nas escolhas que faço. Preciso de um momento de reflexão... LONGE!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Filosofia?!

Hoje senti-me mesmo pensativa! Tantas horas em andanças de Vai e Vem levam a inspirações destas:

"Sinto a necessidade de concretizar e satisfazer a minha libertação interior. Quero escrever palavras e fazer coisas novas. Quero criar algo único, novo e especial. Quero ser eu, plenamente, na minha essência, ciente da minha personalidade. Quero poder ser eu e fazer tudo o que realmente sinto vontade de. Quero gritar ao mundo a solução da minha felicidade. Ninguém tem o direito de falar ou decidir por mim seja o que for! E eu não tenho absolutamente necessidade de me justificar perante ninguém acerca das minhas decisões. Quero ver-me livre das causas e as consequências. Não quero recear ser punida física, verbal, moral ou psicologicamente por expressar as minhas ideias. Quero ter pulso para, quando escrevo, usar as primeiras palavras que me vêm à cabeça e quero escrevê-las sem pensar na forma mais correcta de as usar. Não quero sequer que entendam o que escrevo ou que entendam ou compreendam, pelo menos, o que sou.
Eu procuro, repito, eu apenas procuro compreender-me a mim própria e definir os meus ideais. Quero perder ainda mais o medo de dizer o que penso, mas por outro lado, quero assegurar-me que essa atitude faz parte de mim. Que sou eu, a dizer aquilo porque realmente o sinto e acho necessário, não com outro intuito. Quero dizer “Sim, eu sou muito precoce” e não ser levada como uma adolescente. Quero ser vista como uma mulher (porque é assim que me sinto e até sei que possuo capacidades mentais elevadas a todos os níveis que me sustêm neste argumento), mulher essa que, como qualquer outra, deve ser respeitada. Gosto de saber falar, de falar, de ouvir e de ser ouvida. Desde a crise que o país atravessa passando pela música, matemática, literatura, gramática, assuntos a nível mundial, História, Informática… Gosto de ouvir quem faz, quem fez e quero que um dia tenham a mesma motivação acerca da minha pessoa, desejo ter muitas coisas para contar. Quero um dia que me oiçam e levem a sério. E espero que esse dia não tarde, não quero que seja preciso ter cabelos brancos para tal, mas que me olhem e analisem. Sinto que posso dar muito de mim, nem que seja o sorriso e as palavras.

E após isto tudo, sinto-me filosófica e odeio. Odeio Filosofia. Dos outros.
Tenho a minha filosofia, a minha atitude reflexiva com resultados sempre bastante práticos ou emotivistas. Talvez por isso um pouco inconsistentes. Mas fui sincera... "