terça-feira, 12 de agosto de 2008

Um dia, princípio de Julho...

" Hoje sinto-me rebelde. Qualquer bom rebelde hardcore, como eu me sinto hoje no lado interior, se veste de preto. O preto é uma cor que impõe respeito, é pesado, é heavy. :-P

Levantei-me, olhei-me ao espelho. Hoje vi força e energia apesar das míseras cinco horas que dormi. E digo míseras porque estando de férias é uma duração de sono inadmissível.

Supostamente, hoje era dia de ir à praia. Vesti o bikini preto, o top preto, calcei as sapatilhas pretas, nos calções de ganga prendi um dos meus 30 cintos preferidos, aquele branco com umas caras pretas, que me custou 2,50€ na loja dos chineses. Fiz um rabo de cavalo, fiz o risco preto nos olhos com o Khol indiando que a Mó trouxe e pus aqueles óculos pretos, aqueles meio abelhão.

Lembrei-me de escrever isto precisamente no autocarro.

Ia a sair de casa, após me terem informado da mudança de planos (dedicarmo-nos à música em vez de ao bronze) e de repente começa a soar, no mp4 preto, Foo Fighters. Querem algo mais rebelde que a Best of You? Que power!

Tive de trocar de linha. Na paragem do SAP ficaram a olhar para mim, duas raparigas que lá estavam. E a olhar porquê? Talvez porque uma rapariguinha dos seus, vá, dezasseis aninhos estava a escrever num caderno em vez de estar agarrada ao telemóvel a trocar mensagens. Detesto sentir-me observada... Já na onda de Dire Straits, baixo o óculo e miro-as durante cinco segundos, que, em situações embaraçosas já é uma eternidade e finalmente lá deixaram de me olhar.

Chegou o autocarro. A linha Verde, sentido Norte, cheia, para variar, de gente já com alguma experiência de vida. Ali à frente vai um a limpar o salão...

Estou noutro planeta agora. Já me senti culpada, uma senhora falou comigo por alguma razão e não me apercebi graças ao nível de decibéis emitidos pelo mp4.

Já na Boavista vê-se uma estrada em bastante mau estado. Mas isso não e problema para o Sr. Ucrânia Condutor. Pé no "pidal" e vamos embora!

O John Mayer a sussurrar-me ao ouvido e a pôr-me lamechas... Ah... Staind... Esta caligrafia está "bastante porreira" graças às voltas deste belo meio de transporte... Dá uns solavancos, nh*** que... E continuo surda, abstracta, e com a perna dormente.

Agora vem uma rotunda. A rotunda, se a contornarmos por inteiro é um desilusão... Como a vida. Andas para lhe chegares, dás-lhe a volta mas retrocedes e vês a mesma coisa, ficas na mesma. O Vai e Vem é deprimente... Lá saiu mais uma velhota. Para esses, cada dia que passa é menos uma oportunidade para viver mais...

"Onde já estás? Beijo"

Já estou quase no fim do trajecto. O miúdo está impaciente hoje, pá!

Fui. Voltei. É ele. São impressionantes as sensações que me provoca. Simplesmente incrível... "

Julho de 2008, Memórias

Joana Albino

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Super Bock Surf Fest

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Visto que este ano a minha veia de festivaleira não esteve com muito vagar (€) pra festejar à brava nos festivais deste Verão, eis que vamos começar a desperdirmo-nos dele em grande estilo.

Dias 14 e 15, na praia do Tonel, com a companhia da bela Fortaleza de Sagres, a malta vai curtir um reaggae à maneira e apanhar um fresquinho da Costa Vicentina...

Vamos córtir os Massive Attack e os Emir Kusturica (aquela bela melodia)!
Na primeira noite, enquanto os Massive Attack não actuam, o festival dedica-se a apreciar o reggae-roots-rock do novo álbum dos Morgan Heritage ("Mission In Progress"), o regresso de Asa (reggae, soul, R & B e yoruba com carácter político), as brincadeiras dos ingleses Dub Pistols e as manobras dos portugueses Manif3stos.
A segunda noite tem a estrela maior em Emir Kusturica, acompanhado da No Smoking Orchestra.
Dia 15 actuam ainda os norte-americanos Groundation e de Jahcoustix & Dubious Neighbourhood. José Gonzalez acalma o ritmo para soprar um tom intimista. Antes, tocam os portugueses Triplet e os brasileiros Doces Cariocas.

Tragam tenda, sacos-cama, a farda aquática, o manjerico e vamos embora..!