quinta-feira, 7 de maio de 2009

Michael Phelps: Bongo (?)

Numa das minhas tardes em que tento remediar a oferta radiofónica disponível da cidade de Portimão, por achar cada vez mais que as rádios portuguesas estão completamente de rastos, já que não há grande variedade de estilos, decidi ouvir online a Rádio Oxigénio

Nessa tarde, despertou-me uma conversa entre os dois locutores. Falavam de Michael Phelps, que foi fotografado a fumar substâncias ilícitas (num bongo!, já virama classe? ).

O atleta prodígio dos Jogos Olímpicos de Pequim teve realmente muito azar. O rapaz tem os seus vinte anos, ganhou as oito medalhas… Deixem-no em paz… Realmente é inaceitável…

… que tenham a coragem de ganhar “uns trocos” com a foto do rapaz a aproveitar um momento de pura paz. Se acontecesse isto aqui pelas bandas de Portimão, creio que deixaríamos todos de ter problemas com dinheiro.  E olhem que não é preciso pedalar muito!

Como curiosa que sou, fiz a típica pesquisa no Google, “Michael Phelps Bong”. Depois, cambaleei até ao YouTube, onde aparece, numa entrevista, uma jornalista a perguntar, “Michael, em quê que estavas a pensar?” Pois se fosse eu… Responderia de imediato… “Amiga, FREEDOM TO THE HEAD!!”

Mais uma vez repito: O rapaz tem 20 e tal anos, tem metros, medalhas e dinheiro no banco suficiente para ser responsável pelas atitudes. Deixem-no lá curtir a “adolescência” como quer… Vão agora estragar a reputação do nadador por uma noite de sauna…

A outra dá na branca em palco e não é por isso que a música dela deixa de passar na rádio…….

domingo, 3 de maio de 2009

E eis que.

Os meus pés, forçosamente, numa tentativa de razoabilidade, são empurrados para terra.

Mas, mesmo assim, deixo-me (e)levar.

O meu corpo amolece, desmaterializa-se, como se boiasse num mar salgado, ou estivesse mergulhado numa água quente e vaporosa.

Começo vagarosamente a descolar do chão, como se algum fio de sedela exercesse algum tipo de força elevatória sobre o meu corpo imaterial.

Fico leve e os pés abandonam a terra, ligeiros… Primeiro um pé, que se eleva ascendentemente, vagarosamente. Depois o outro, descalço e alvo, começando por elevar o calcanhar do solo, seguidamente dos dedos, que um por um, completam o meu flutuo aéreo.

E deixo de sentir a terra.

Olhos fechados, corpo esvoaçante. Ganhei asas sem forma e voei por emoções longínquas.

Mas, de súbito, algo exterior ao meu íntimo mais puro segreda-me e diz-me.

O meu corpo retoma o seu peso. Os pés, esses atingem novamente o chão, frio e desconfortável. Os olhos abrem, repentinos. O meu lado racional retoma as funções anteriormente adormecidas. Mas eu desperto realmente? Não.

Dentro de mim permanece uma nuvem de Outono que não escurece, mas que me ofusca.

Tento despertar, ficar atenta, racional.

Contudo sou dominada, perturbada, completamente preenchida pelas batidas do meu coração, ou por uma entidade que ainda nem estou certa da sua existência…

E eis que.

domingo, 5 de abril de 2009

Sorte

Há realmente muito que não escrevia. Não tenho tido tempo nem inspiração. Nem sequer hoje a tenho.
Balanço-me constantemente em emoções estúpidas. Não estúpidas, talvez inúteis. E o destino, ou vá, as minhas atitudes, porque não acredito no destino, o destino somos nós que o traçamos.
Como dizia.
Nem sei o que dizia.
Ou se calhar não quero saber. Sei exactamente o que se passa mas não quero enfrentá-lo. Não me quero magoar. Mas continuo a insistir. E porquê? Eu sei o porquê. Sempre soube. Mas continuo a arriscar tudo por coisas momentâneas. A todos os níveis da minha vida. Ponho os trunfos todos em cima da mesa, na hora. Apenas porque quero. O querer é o pior que um ser humano como eu pode ter.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O que sou eu?

Um impulso pode deitar tudo a perder.
Questões colocadas como prova de eu mesma. A mentira. A verdade.
Um impulso, seja ele em forma de acto, pensamento mas, principalmente, na forma de palavras pode ferir.
Ou fere mesmo.
Sou impulsiva por natureza. Em tudo. Sou impulsiva quando reajo a uma alegria, a uma tristeza, a uma desilusão, a uma desavença. Gosto de expulsar os meus sentimentos, os meus reflexos no auge dos mesmos.
Gosto de me sentir aliviada naquele momento em que o mundo desaba, ou em que, pelo contrário, a felicidade me invade. Porque sim. Porque após a dita explosão me sinto mais aliviada, tranquila. Mas quando me toca, quando nos tocam as consequências desse alívio, a sensação não é tão positiva assim. Sinto o arrependimento a vaguear-me pelo corpo, a vaguear-me pela alma de forma já insuportável. Aí penso: "O que faço?"
Embaraçosamente admito que não me tenho encontrado como um ser trivialmente senciente. (Senciência é a capacidade de sofrer ou de sentir prazer ou felicidade, como as árvores.)
Sinto-me abstracta a sentimentos. Por vezes já não sei o que é isso, não tenho auto-consciência ou o bom senso que devia ter. Isso desintegra-me quase da sociedade em que vivemos, começo a sentir-me deslocada desta tresloucada ocidentalidade.
Os meus sentimentos começam a ser quase "materiais" e, substantivos como "tristeza" são, por instantes, substantivos concretos no lugar de serem abstracções puras ou de serem produto da minha consciência. Acabam por sê-lo, mas não da forma a priori como usualmente. O meu coração, ou o meu cérebro (como queiram) parece não conseguir processar os estímulos emocionais que a minha vida me tem proporcionado. O que me sai da alma já não é um trabalho mental involuntário expansivo, berrante e intenso. Mas porquê? Daí sim, eu constatar que O Erro é meu.
Eu amei, sim. Eu chorei. Quiçá, por motivos que não lembram a ninguém. Mas será que por isso os meus receptores sensoriais estão a ganhar defesas contra esses mesmos estímulos? E será que por isso as emoções que sinto não são tão salientes como houveram sido?
Como o tabaco. Que ao fim de um maço fumado não produz obviamente o mesmo efeito que o primeiro cigarro que se fume na vida.
Serão isto mazelas psicológicas de algum trauma? Será algum problema psico-social?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Coldplay. Green Eyes

 

Honey you are a rock
Upon which I stand
And I come here to talk
I hope you understand
That green eyes
Yeah the spotlight shines upon you
And how could anybody deny you
I came here with a load
And it feels so much lighter
Now I met you
And honey you should know
That I could never go on without you
Green eyes
Honey you are the sea
Upon which I float
And I came here to talk
I think you should know
That green eyes
Youre the one that I wanted to find
And anyone who tried to deny you
Must be out of their mind
Because I came here with a load
And it feels so much lighter
Since I met you
And honey you should know
That I could never go on without you
Green eyes
Green eyes
Ooh ooh ooh ooh
Ooh ooh ooh ooh
Ooh ooh ooh ooh
Honey you are a rock
Upon which I stand

 

Encontro-me completamente fascinada, viciada nesta música.

Joana Albino

Fi:

(Tu fazes aquilo do)

Mi mi mi mi mi…

E eu rio. Que nem uma perdida…

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ano novo… Vida nova?

 

Ano novo, vida nova. Ouve-se sempre esta típica frase, quase sempre relacionada com os planos ou objectivos que temos quando o ano se está a acabar.
Aquelas promessas do "para o ano deixo de fumar" ou "em Janeiro começo a fazer dieta", que todos sabemos o destino que têm…

A meados de Janeiro as mesmas pessoas que prometiam deixar de fumar, já eu as encontro de cigarrinho na boca. Ou as que se diziam corajosas de praticar uma alimentação saudável acabam por se confessar, pela mesma altura do ano, mais gordas.

Pois então. O ano novo acaba por ser o medo que temos da mudança. A contagem decrescente para o novo ano, o coração a palpitar, naquele lusco fusco que são os dez segundos, acaba com os estoiros das garrafas de champanhe a abrir, com os foguetes a rebentar, com toda a gente a gritar… Mas depois disso, depois de termos abraçado uns e outros e de termos apanhado uma bezana daquelas memoráveis, ou depois de termos tido uma das melhores noites de convívio das nossas vidas… Volta tudo ao mesmo.

Semana seguinte, escola, e voltam os testes, e o meu pai a me dar cabo da cabeça com as notas, e mais bezanas, e mais livros lidos, e mais férias e mais amigos, e mais música, e mais abraços e mais beijos, e mais experiências e mais tudo. Tudo de novo, mas tudo banal ao mesmo tempo. Mais um ciclo de trezentos e sessenta e tal dias. Com uns mais valiosos que outros. Com uns mais memoráveis que outros, por boas ou más razões.

Mas uma coisa é certa. Um novo ano pode sempre ser o ponto de partida adiado, uma maneira de contabilizarmos os tempo, uma espécie de accionador do cronómetro imaginário com o qual desejamos estipular o início ou a duração de uma mudança que desejamos que ocorra na nossa vida.

No fim de contas, todos somos o que somos.  As atitudes que tomamos traçam os nossos destinos. As palavras que dizemos, as juras que cumprimos, os erros com os quais aprendemos fazem de nós o que somos.

E o que somos é o que manobra a nossa vida, torna melhores ou piores os nossos dias, torna-nos desejados ou odiados. E é assim.

Visto que aprendemos com os erros, ou mesmo que não aprendamos, temos sempre a oportunidade de recomeçar algo de novo, de fazer melhor, de evoluir como seres humanos… Ou até mesmo de desistir de algo. Aprendemos com os erros do ano anterior e podemos sempre reaprender a agir em determinadas ocasiões conforme os ensinamentos que dessas aprendizagens conseguirmos retirar…

Bem. Mas este ano… Ano novo vida nova.

Este ano vou deixar de fumar e digo-vos mesmo mais! Vou para o ginásio, vou emagrecer, não vou beber sem comer, não vou responder aos meus pais, vou deixar de roer as unhas, vou usar aparelho, não vou ficar um mês sem fazer o buço, não vou gastar 100€ num dia, não vou roubar moedas ao mealheiro, vou-me deitar cedo, não perderei mais passes de vai e vem, não vou estudar com o telemóvel ou PC ao pé, vou ler os Maias, vou aprender a escolher homens decentes, vou aprender a não deixar as luzes todas acesas, vou trabalhar no Verão, vou decidir o curso que quero tirar, vou ganhar o euromilhões, vou gravar um CD (RIR), vou realizar os meus desejos secretos, vou viajar, vou conseguir correr dez minutos sem me cansar, vou conseguir ter positiva e adorar Filosofia, vou tirar a loiça lavada da máquina de boa vontade… (asfixia)

Mas como ainda estamos em 2008… Vou ali fumar um cigarrinho, comer uma tablete de chocolates, tossir mais um bocadinho e esponjar-me no sofá.

 

Entrem com jeitinho meus amores. Bom ano!

 

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