Apetece-me escrever. Mas não encontro a Inspiração!
A Inspiração é uma criança.
Rabina, veloz, que corre e se esgueira por entre os meus dedos.
Perco sempre imenso tempo a correr atrás da Inspiração.
A Inspiração é uma criança.
Rabina, veloz, que corre e se esgueira por entre os meus dedos.
Perco sempre imenso tempo a correr atrás da Inspiração.
Corro,
Corro,
Corro,
Mas acabo por escorregar e caio!
Levanto-me, corro enquanto chamo por ela:
- Ó tu! Volta aqui.. Deixa-me contar-te um segredo. Não, uma história! Uma história de reis e pássaros falantes, de zebras riscadas e gatos malhados e elefantes azuis e grãos de areia esvoaçantes!
- Ó tu! Volta aqui.. Deixa-me contar-te um segredo. Não, uma história! Uma história de reis e pássaros falantes, de zebras riscadas e gatos malhados e elefantes azuis e grãos de areia esvoaçantes!
A custo, essa malandra e inocente criatura pára com a correria.
Aproxima-se lentamente da minha pessoa e acaba por sentar-se no meu colo, ofegante da cansativa luta travada para a sua captura...
Surgiu, lentamente, passo a passo, acabando desfalecida entre os meus braços, ouvindo as histórias des reis e dos pássaros falantes. E das zebras riscadas e dos gatos malhados. E dos elefantes azuis, e, por fim, dos grãos que esvoaçavam, levados pela brisa do sono profundo da criança ladina e estafada que adormecera sobre as minhas saias...
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