Estou há aproximadamente dez minutos numa das minhas disciplinas favoritas: Filosofia. (Obviamente estou a ser irónica.)
E leva ali, a falar, a falar, a falar e esta aula, é uma das únicas situações em que não apanho nada do que se está a falar, o que, por vezes, mesmo sem tentar estar atenta até acaba por acontecer.
Tenho pensado imenso em partir, quebrar a rotina, conhecer mais malta nova, mais coisas novas, e, sobretudo, penso no momento em que vou puder ter a Minha Casa, sem ninguém que me faça dar justificações seja lá pelo que for.
Já sopro por todos os lados. Se não escrevo deixo-me dormir!
Mas que Verão... Podia contar todos os episódios e peripécias que certamente haveria algo que me escaparia. Tenho saudades de todos os sorrisos. De tudo e de todos. E depois penso:
Não pertenço aqui. Não me sinto eu, não tenho liberdade para tal. Não preciso que me compreendam, basta que confiem em mim e tentem perceber que não sou, de todo, uma criança. Orgulho-me de desde sempre, até hoje, ter feito coisas que sujeitos de 20 ou mais anos nunca fizeram.
Preciso apenas de um voto de confiança e de sair desta aula. Assim já ficava feliz.
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