"I just want to feel your touch in me, your lips in my soul, your sweating on my body... I want you to be my real dream and my passion in heaven, my sweet sin! I love and I miss you..."
Joana Albino
"I just want to feel your touch in me, your lips in my soul, your sweating on my body... I want you to be my real dream and my passion in heaven, my sweet sin! I love and I miss you..."
Joana Albino
São belas - bem o sei, essas estrelas
Mil cores - divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho amor, olho para elas;
Em toda a natureza
Não vejo outra beleza
Senão a ti - a ti!
Divina - ai! sim, será a voz que afina
Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.
Será; mas eu do rouxinol que trina
Não oiço a melodia,
Nem sinto outra harmonia
Senão a ti - a ti!
Respira - n'aura que entre as flores gira,
Celeste - incenso de perfume agreste.
Sei... não sinto: minha alma não aspira,
Não percebe, não toma
Senão o doce aroma
Que vem de ti - de ti!
Formosos - são os pomos saborosos,
É um mimo - de néctar o racimo:
E eu tenho fome e sede... sequiosos,
Famintos meus desejos
Estão... mas é de beijos,
E só de ti - de ti!
Macia - deve a relva luzidia
Do leito - se por certo em que me deito;
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
Sentir outras carícias,
Tocar noutras delícias
Senão em ti - em ti!
A ti! ai, a ti só os meus sentidos
Todos num confundidos,
Sentem, ouvem, respiram;
Em ti, por ti deliram.
Em ti a minha sorte,
A minha vida em ti;
E quando venha a morte,
Será morrer por ti.
Almeida Garrett in Folhas Caídas
Genial!
Então, tudo começou numa quarta-feira, em que a Sara me disse que precisavam do meu número. O que é que eu pensei? "Quem é que me quer bater?"
Mas não, nada disso. Acabaram por me ligar e do outro lado "Olá Joana, boa noite, qual é a tua disponibilidade para amanhã?" E a minha disponibilidade era total. "Então e estavas disposta a alinhar nesta aventura? Sábado ires cantar com a banda." A minha veia de artista precipita-se e diz "Claro!"
Bem, no dia a seguir, lá fui, ter com a banda, ao nosso local de ensaio. A minha voz perra, as letras completamente esquecidas e erros, insegurança e paciência não faltaram. Mas pronto. Terminado o ensaio de Quinta-Feira, ficámos de ensaiar Sábado, como último ensaio, seguido do sound check. Lá ensaiámos e desta vez já havia mais à-vontade e um bocadinho mais das músicas sabidas. Chegadas aí as cinco horas, lá começámos a desmontar o material. Chegámos ao bar, montámos o material de novo, checkou-se uma música ou outra e bora comer. Já no McDonald, o sítio de eleição para jantar, mesmo para aproveitar as promoções daquele livrinho pequenino, pedi ao rapazinho que lá estava para me trocar o ketchup pela maionaise. Eis a resposta "Tem de dar mais 0,15€" e eu, claro "Então não dou?". É daquelas coisas que dá vontade de pedir o livrinho de reclamações. Estúpido!
Já com mais calorias no estômago, lá fomos vestir, despachar. Em casa do Tiago, conheci a tia dele, uma velhota que ficou super encantada. Depois de me maquilhar, claro, reparei que pusera mais blush de um lado da cara que de outro... Mas whatever. Lá voltámos ao bar, e claro, tem de começar a chover. Eu de saltos altos, a fugir da chuva para não encaracolar o raio da franja (mas que raio de ideia tive eu ao cortar isto assim...) e me tornar uma espécie de caniche... Só filmado mesmo. Mas pronto...
22h.30, 22h.45, 22h.55.. Até que começa a ouvir-se a minha voz. E foi óptimo... Adoro mesmo actuar. É o que gosto de fazer. Entreter, contactar com o público. E surpreender-me a mim mesma, mesmo que pela negativa, ao pensar "Bela m**** de actuação."
Mas é com a prática que se aprende, e bem ou mal, diverti-me, contactei com gente muito porreira, recebi elogios, propostas, e, vá lá, fiz algo diferente.
Obrigado a todos. :)
Estou há aproximadamente dez minutos numa das minhas disciplinas favoritas: Filosofia. (Obviamente estou a ser irónica.)
E leva ali, a falar, a falar, a falar e esta aula, é uma das únicas situações em que não apanho nada do que se está a falar, o que, por vezes, mesmo sem tentar estar atenta até acaba por acontecer.
Tenho pensado imenso em partir, quebrar a rotina, conhecer mais malta nova, mais coisas novas, e, sobretudo, penso no momento em que vou puder ter a Minha Casa, sem ninguém que me faça dar justificações seja lá pelo que for.
Já sopro por todos os lados. Se não escrevo deixo-me dormir!
Mas que Verão... Podia contar todos os episódios e peripécias que certamente haveria algo que me escaparia. Tenho saudades de todos os sorrisos. De tudo e de todos. E depois penso:
Não pertenço aqui. Não me sinto eu, não tenho liberdade para tal. Não preciso que me compreendam, basta que confiem em mim e tentem perceber que não sou, de todo, uma criança. Orgulho-me de desde sempre, até hoje, ter feito coisas que sujeitos de 20 ou mais anos nunca fizeram.
Preciso apenas de um voto de confiança e de sair desta aula. Assim já ficava feliz.
Deito-me na cama, barriga para baixo, como sempre. Com o braço de baixo da almofada fecho os olhos. As pálpebras cerradas, corpo morto da vida... E vou esvaziando o pensamento de todas as cores do mundo e concentro-me na tonalidade abstracta do meu cansaço. Respiro, lentamente... Abro e fecho os olhos, quase como que em câmara lenta, em movimentos melancólicos. Cada vez os vou piscando mais lentamente, até que estes se fecham até ao meu acordar, definitivamente, e eu caio na dimensão do sossego, já tão ansiado e pedido pelas noites mal dormidas. E morro.
Amanhã, acordo, e volto a recriar o meu mundo, com todas as tintas e forças que terei, já desperta...
Não costumo mesmo gostar de pessoas tipo vocês. Malta de Cascais, cuja pronúncia é anasalada, que se cumprimenta apenas com um beijo na bochecha e não com dois, como estou habituada. Daqueles meninos cujos papás os tomam por santinhos, quando na realidade se demonstram verdadeiros diabos. Ou daquelas (in)felizes criaturas que ,por viverem numa mansão com 30 empregados, com uma garagem recheada de carros de alta cilindrada, cada um com o seu motorista para o transporte aos eventos mais in, se crêem donas do mundo.
Não costumo gostar mesmo nada de cabeludos com pulseiras VIP de todos os eventos sociais e mais algum, que com a intenção de se gabar dos eventos frequentados naquele ano conservam as pulseiras dos festivais, das discotecas, etc...
Mas vocês certamente estão deslocados. Conhecendo-vos, sabendo o que sei sobre vós e até sabendo que possuem algo que tenha mencionado, só sei que passei momentos convosco que sei que não vou nem quero passar com mais ninguém.
Tardes na piscina, SG Mentol (tabaco de tia de Cascais...), o suposto Sasha Summer Sessions, banhos na piscina às 4 da manhã, vodka Iced Tea, batatas com maionese, dormidas no puff, compras em Portimão, ovas de porco, jantares com os "tios", caipirinhas em Alvor, shots de meio copo de whiskey, noites na caravela...
Pequenos almoços de combate, choro na despedida, promessas que prometo cumprir...
Mas acima de tudo, seres humanos mágicos, humildes, simples, trabalhadores... Adoráveis!
Dois corações de ouro que me transmitiram a sensação de família, de utilidade, de união, de dedicação e de pureza de espírito!
Nem preciso repetir que este Verão foi só uma amostra do futuro.
Mais e mais noites virão. Estejamos nós ancorados no Rio Arade ou estafados no puff...
Graças a ti P e a ti N, conheci muitos sentimentos e emoções novas. A verdadeira família que conheceram há-de estar cá para vos suportar até ao mais ínfimo desejo.
Saudades e até já FAMÍLIA!
" Hoje sinto-me rebelde. Qualquer bom rebelde hardcore, como eu me sinto hoje no lado interior, se veste de preto. O preto é uma cor que impõe respeito, é pesado, é heavy. :-P
Levantei-me, olhei-me ao espelho. Hoje vi força e energia apesar das míseras cinco horas que dormi. E digo míseras porque estando de férias é uma duração de sono inadmissível.
Supostamente, hoje era dia de ir à praia. Vesti o bikini preto, o top preto, calcei as sapatilhas pretas, nos calções de ganga prendi um dos meus 30 cintos preferidos, aquele branco com umas caras pretas, que me custou 2,50€ na loja dos chineses. Fiz um rabo de cavalo, fiz o risco preto nos olhos com o Khol indiando que a Mó trouxe e pus aqueles óculos pretos, aqueles meio abelhão.
Lembrei-me de escrever isto precisamente no autocarro.
Ia a sair de casa, após me terem informado da mudança de planos (dedicarmo-nos à música em vez de ao bronze) e de repente começa a soar, no mp4 preto, Foo Fighters. Querem algo mais rebelde que a Best of You? Que power!
Tive de trocar de linha. Na paragem do SAP ficaram a olhar para mim, duas raparigas que lá estavam. E a olhar porquê? Talvez porque uma rapariguinha dos seus, vá, dezasseis aninhos estava a escrever num caderno em vez de estar agarrada ao telemóvel a trocar mensagens. Detesto sentir-me observada... Já na onda de Dire Straits, baixo o óculo e miro-as durante cinco segundos, que, em situações embaraçosas já é uma eternidade e finalmente lá deixaram de me olhar.
Chegou o autocarro. A linha Verde, sentido Norte, cheia, para variar, de gente já com alguma experiência de vida. Ali à frente vai um a limpar o salão...
Estou noutro planeta agora. Já me senti culpada, uma senhora falou comigo por alguma razão e não me apercebi graças ao nível de decibéis emitidos pelo mp4.
Já na Boavista vê-se uma estrada em bastante mau estado. Mas isso não e problema para o Sr. Ucrânia Condutor. Pé no "pidal" e vamos embora!
O John Mayer a sussurrar-me ao ouvido e a pôr-me lamechas... Ah... Staind... Esta caligrafia está "bastante porreira" graças às voltas deste belo meio de transporte... Dá uns solavancos, nh*** que... E continuo surda, abstracta, e com a perna dormente.
Agora vem uma rotunda. A rotunda, se a contornarmos por inteiro é um desilusão... Como a vida. Andas para lhe chegares, dás-lhe a volta mas retrocedes e vês a mesma coisa, ficas na mesma. O Vai e Vem é deprimente... Lá saiu mais uma velhota. Para esses, cada dia que passa é menos uma oportunidade para viver mais...
"Onde já estás? Beijo"
Já estou quase no fim do trajecto. O miúdo está impaciente hoje, pá!
Fui. Voltei. É ele. São impressionantes as sensações que me provoca. Simplesmente incrível... "
Julho de 2008, Memórias
Joana Albino