segunda-feira, 3 de maio de 2010

1st May

“O destino, o vento e o sol construíram uma cama de flores roxas e amarelas, macias como sedas das mais finas. O sol criou a temperatura perfeita e as suas mão fizeram o resto. As alergias primaveris cessaram naquele momento.

Ali, dois corpos agitando-se num mundo horizontal, limitado por plantas esvoaçantes, borboletas e um tronco de uma oliveira, faziam-se felizes ao mesmo tempo que se prometiam um ao outro, olhos nos olhos, beijos nos lábios

olhos no sol, beijos nos sol

olhos no céu, beijos no céu,

e olhos que já não olhavam, só beijos que beijavam

Ali, depois, uma alma em dois corpos, deitada no silêncio do calor.

Cabelo e pedaços de flores e terra e folhas e os corpos perfeitamente sintonizados com a terra que parecia fluir debaixo das suas costas nuas e quentes.

Palavras, abraços e gestos amarelos, roxos e verdes por toda a atmosfera que era exclusiva, nem a água a merecia sentir naquele instante porque existiram dois seres que conseguiram superar a essência elementar da ribeira que corria por lá.”

campo

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Enquanto esperava…

Demasiadas vezes pergunto-me, sem chegar a nenhuma conclusão clara, como se movimentam as ondas. Os cientistas, os físicos têm mania de conseguir explicar tudo a partir de fórmulas, números e eu não vivo nem compactuo com essa realidade.

Prefiro antes pensar que as ondas rebentam ao ritmo das batidas do meu coração, sincronizadas com a minha pulsação, porque, no fim de contas, o nosso estado de espírito reflecte-se no mar. Pelo menos (hoje) no meu. Ondulação forte, vento, frio e calor que não me detêm nem me levam para longe. Vim para ficar.

Hoje o meu mar está ansioso mas, em breve, acalmará…

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Chuva

E a chuva continua a embater nos algeirozes lá na rua…

“Outro ano, outra flor, outro perfume. O gume do cansaço vai ceifando e o braço de outro sonho semeando.”

Obrigada Miguel Torga, por criares a poesia perfeita do meu agora.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Quem sou eu?

Mas que reacção foi esta. Não falta o ponto porque eu acho que sei o porquê. E acho que odeio isso. Eu não sei é nada. Foda-se.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aniversários.

Hoje fazem anos a Inês, a minha avó e o cão dou Lourenço. No décimo segundo ano, estes eventos são sempre boas oportunidades para ir ao Chefe das Bifanas para ir beber uma cervejinha, comer uma bifana. E lá fomos. Fomos eu, a Inês, o Tiago, Marcelo, Guida, Liah e mais muita gente. Gosto mesmo deles. Não há nada para contar a não ser isso. Sei que este é um dos melhores anos da minha vida. Obrigada. Parabéns à Inês, à avó e ao cão do Lourenço! :)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Chuva II

não consegues perceber hoje foste a chuva do meu dia...

Chuva

A escola começou hoje. Correu-me tudo mal. Sou mimada e não gosto quando as coisas não correm como eu quero. E cada vez detesto mais a arrogância das pessoas. Afecta-me.

Pela primeira vez, sinto que trouxe os meus problemas para casa. Não problemas, talvez azares. É a chuva que atrai isto. Que merda de dia, posso dizer. É preciso chover para me apetecer escrever. Sinto um grande cansaço na minha cabeça. Sinto-me revoltada com a ignorância. Com a teimosia. Com a distância e com a saudade. E com a cor do céu. O céu já não é azul nem o sol brilha até tarde. E isto não é só metáfora. O céu não é azul, é uma mescla de laranja e cinza. Que triste. Isto afecta-me mesmo. Não gosto que a vida me troque as voltas.

É preciso chover para me apetecer escrever…