terça-feira, 3 de maio de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

2 + 4 = 99

 

O que é não vai deixar de ser. Prometamos.

O que cá vai dentro, de tão forte que é, não me deixa respirar. O oxigénio transforma-se em lágrimas alegres que me escorrem pela face. Todas as palavras ditas nas noites que nunca existiram no conceito de realidade permanecem intactas no meu respirar.

Continuarei sem ar enquanto sempre. 

Blocos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

9 de Março de 2010

Este podia ser um dia (e um post todo) bonito, tendo em conta que é o dia que é. Mas não.

Resumo do meu dia. 8.15h acordo, 8.20h abro a torneira para tomar banho e não há água. OK. Fui tomar o pequeno-almoço. 2 horas depois, a água voltou e lá tomei o meu banho. Boa. Saí de casa, fui até ao Bangladesh (Loja do Cidadão nos Restauradores) e das 11.19 até às 14.30h fiquei lá sentadinha à espera,a desmaiar de fome. Muito bom.

Seguinte: CGD dos Restauradores - que afinal não abre contas universitárias. OK, 15.30, chego à CGD da Reitoria da UL, (já a ver tudo à roda) e chego à conclusão que preciso de 100€ para abrir a conta e ainda passo uma vergonha porque não tinha esse dinheiro. Rapidamente, e ponto último, dirijo-me à Secretaria da FLUL: Adoro ter descoberto que paguei 8€ por um documento que não precisava. É sempre bom saber que temos pessoal competente nos serviços.

Única coisa gira de hoje: Cheguei a casa (já totalmente sem sentidos) e o Iuri tinha um quiche feito. Ainda bem que há dias assim. (not)

segunda-feira, 7 de março de 2011

“Tens umas mãos tão bonitas…”

 

Agora, nada existe.

Tocas-me e eu desmaterializo-me. Misturo-me com atmosfera do nosso planeta, iluminado apenas pela luz fraca do candeeiro das riscas.

Tornamo-nos sombras que se movem ao som do tempo parado e espantam as paredes com uma pintura secreta e efémera.

Não vejo nada. Só te sinto.

domingo, 9 de janeiro de 2011

tictac

Que continues a ser a paz no meu sorriso e no meu peito. Agarra-me com força e não me deixes até a luz da manhã chegar e invadir as paredes sujas do mundo. Ou então, não me largues simplesmente. Ficamos aqui os dois quietos de pés enroscados, feitos Senhores do Mole, com a barriga a dar horas até almoçarmos, à hora que quisermos.

- Bom dia, Relógio Desregulado.

Somos dois ponteiros malucos, (des)alinhados com um fuso horário inexistente.

domingo, 5 de dezembro de 2010

nocte noctem dies

Mais uma noite em que não dormi. Os dias confundem-se com a noite e com dias. Perdi já a concepção de tempo que me costumava guiar.

Foi uma boa ideia, esta de vir até ai Tejo, ver e sentir o sol a espreitar por entre as nuvens. A água que encalha na rampa, barcos barulhentos para lá e para cá que fazem a espuma levitar e deixar um rasto nublado.

A ponte, vermelha, que envolve esta cidade numa bolha, que a torna distante de tudo o resto. A imagem do Cristo Redentor, que curiosamente está virado para mim, de braços abertos. Ou então não, os seus braços destinam-se apenas a abraçar o ar. Ainda bem que a imensidão do Tejo se assemelha ao meu mar e ainda bem que o sol ainda é de todos.

Há mil anos que me apetecia fazer isto, apanhar o metro e espetar-me em frente a água e escrever merdas, mesmo que sem sentido algum. Apeteceu-me escrever e estar comigo.

Nunca me tinha apercebido do quanto gosto de sentir o calor e a luz do sol.

A renúncia ao candeeiro seria mais frequente existissem mais alternativas à sua luz, gosto de fazer a fotossíntese.

- Questiono-me acerca da distância que separa a margem norte da margem sul do Tejo. Deste ângulo quase poderia afirmar que Marrocos é já ali.

Gosto particularmente das tonalidades de azul que se distinguem entre o Tejo e o céu. A neblina que concede o mistério à cidade mantém-se.

Só não posso é voltar-me para trás. Aí tudo se desmistificaria e eu cairia na realidade novamente. Prefiro manter-me na esperança de que para além do que vejo não reste mais nada.

 

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11.11.10