segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Super Bock Surf Fest

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Visto que este ano a minha veia de festivaleira não esteve com muito vagar (€) pra festejar à brava nos festivais deste Verão, eis que vamos começar a desperdirmo-nos dele em grande estilo.

Dias 14 e 15, na praia do Tonel, com a companhia da bela Fortaleza de Sagres, a malta vai curtir um reaggae à maneira e apanhar um fresquinho da Costa Vicentina...

Vamos córtir os Massive Attack e os Emir Kusturica (aquela bela melodia)!
Na primeira noite, enquanto os Massive Attack não actuam, o festival dedica-se a apreciar o reggae-roots-rock do novo álbum dos Morgan Heritage ("Mission In Progress"), o regresso de Asa (reggae, soul, R & B e yoruba com carácter político), as brincadeiras dos ingleses Dub Pistols e as manobras dos portugueses Manif3stos.
A segunda noite tem a estrela maior em Emir Kusturica, acompanhado da No Smoking Orchestra.
Dia 15 actuam ainda os norte-americanos Groundation e de Jahcoustix & Dubious Neighbourhood. José Gonzalez acalma o ritmo para soprar um tom intimista. Antes, tocam os portugueses Triplet e os brasileiros Doces Cariocas.

Tragam tenda, sacos-cama, a farda aquática, o manjerico e vamos embora..!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

17.07

A vida é realmente um ciclo. Ainda há dias estava tudo bem, sentia-me feliz. Agora voltei à "depressão". Sinto-me perdida neste universo. No meu universo que agora é o cosmos dos lençóis, já é tarde...
Gostava de não sentir o peso que sinto no meu peito e de não me apetecer apenas aspirar músicas extremamente deprimentes. A minha banda sonora é neste momento Coldplay, Trouble, uma das músicas mais antigas da banda. Inicia-se com aquele piano que arrepia todos os infimos poros do meu corpo. Depois entra o Chris com a sua voz, que adoro. E pronto..
Relativamente ao mundo não sei. Não sei. E detesto não saber. O que fazer, talvez. Ou se calhar saber, até sei, não quero é aperceber-me dessa realidade. O que é suposto fazer agora?! Não sei. E por não saber, sei... Não sei lidar com a falta do teu abraço ou com a falta que me faz a tua voz. Está já tudo incutido em mim. Eras ou és parte de mim. Hás-de o ser sempre... Não quero saber lidar com a falta das palavras de boa noite. Ou com a falta da magia. Não suporto ter de tentar suportar a tua distância.
Agora que não quero ficar aqui a pensar nisso apetece-me ir também para aí, dar uma voltinha de avião, perder um em Bruxelas, sozinha, independente, desenrascar-me outra vez. E ficar um tempo longe daqui. Preciso de sentir a falta de tudo, não de ti. De tudo e todos. Quero mesmo ir. Quero ir ter com a Distância, quero que ela me leve. Já nem a música exerce o poder que exercia sobre mim...
Preciso de me recolher aos meus pensamentos, ganhar as minhas forças mais uma vez e tornar-me imune aos meus sentimentalismos. Quero ser racional, pensar antes de agir, tornar-me orgulhosa das minhas atitudes e coerente nas escolhas que faço. Preciso de um momento de reflexão... LONGE!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Filosofia?!

Hoje senti-me mesmo pensativa! Tantas horas em andanças de Vai e Vem levam a inspirações destas:

"Sinto a necessidade de concretizar e satisfazer a minha libertação interior. Quero escrever palavras e fazer coisas novas. Quero criar algo único, novo e especial. Quero ser eu, plenamente, na minha essência, ciente da minha personalidade. Quero poder ser eu e fazer tudo o que realmente sinto vontade de. Quero gritar ao mundo a solução da minha felicidade. Ninguém tem o direito de falar ou decidir por mim seja o que for! E eu não tenho absolutamente necessidade de me justificar perante ninguém acerca das minhas decisões. Quero ver-me livre das causas e as consequências. Não quero recear ser punida física, verbal, moral ou psicologicamente por expressar as minhas ideias. Quero ter pulso para, quando escrevo, usar as primeiras palavras que me vêm à cabeça e quero escrevê-las sem pensar na forma mais correcta de as usar. Não quero sequer que entendam o que escrevo ou que entendam ou compreendam, pelo menos, o que sou.
Eu procuro, repito, eu apenas procuro compreender-me a mim própria e definir os meus ideais. Quero perder ainda mais o medo de dizer o que penso, mas por outro lado, quero assegurar-me que essa atitude faz parte de mim. Que sou eu, a dizer aquilo porque realmente o sinto e acho necessário, não com outro intuito. Quero dizer “Sim, eu sou muito precoce” e não ser levada como uma adolescente. Quero ser vista como uma mulher (porque é assim que me sinto e até sei que possuo capacidades mentais elevadas a todos os níveis que me sustêm neste argumento), mulher essa que, como qualquer outra, deve ser respeitada. Gosto de saber falar, de falar, de ouvir e de ser ouvida. Desde a crise que o país atravessa passando pela música, matemática, literatura, gramática, assuntos a nível mundial, História, Informática… Gosto de ouvir quem faz, quem fez e quero que um dia tenham a mesma motivação acerca da minha pessoa, desejo ter muitas coisas para contar. Quero um dia que me oiçam e levem a sério. E espero que esse dia não tarde, não quero que seja preciso ter cabelos brancos para tal, mas que me olhem e analisem. Sinto que posso dar muito de mim, nem que seja o sorriso e as palavras.

E após isto tudo, sinto-me filosófica e odeio. Odeio Filosofia. Dos outros.
Tenho a minha filosofia, a minha atitude reflexiva com resultados sempre bastante práticos ou emotivistas. Talvez por isso um pouco inconsistentes. Mas fui sincera... "






segunda-feira, 30 de junho de 2008

Magia!

Chegámos lá. Antes, pensámos chegar ao extremo daquele caminho e lá pousar. Mas não, estava lá alguém com uma luz.
Então, sentámo-nos na beira do caminho e descemos, até às rochas negras que delimitam aquele calçadão que termina com o farol. Estava uma noite espectacular, depois de duas outras que tais... Saltitámos por cima dos pedregulhos, eu com medo. Mas tu seguro de ti. E de mim. Sentámo-nos naquele local mágico por horas que pareceram segundos. Dissemos coisas bonitas um ao outro. Selámos desejos, vontades e confissões àquele mar que estava lá só para nós. Aquelas estrelas, uma delas que caíu, fizeram as nossas delícias naquele instante, que se prolongará para sempre... Depois o céu começa a iluminar-se. A partir do horizonte vê-se uma lista horizontal laranja, um laranja quente e doce, uma pincelada fina de azul e na acendência do céu, negro. Sinto nesse momento a tua mão suave a percorrer a minha face e a chegá-la à tua. Sinto um toque nos lábios e um beijo com o mesmo sabor daquele céu mágico. Deito-me de novo, aconchego-me a ti e no silêncio das nossas palavras começa, lentamente, a surgir um azul ténue e claro. E uma brisa fria, que nos fez deixar aquele paraíso e acordar daquele sonho tão real...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Onde vamos parar?

É o que nos preocupa. Esta Crise. Este país, esta sociedade, o Governo, a gasolina, o preço do pão, a EDUCAÇÃO! Onde vamos parar?

Das poucas vezes que as crianças mais pequenas, contrariamanete à sua vontade, dispensam o comando da televisão da cozinha que está constantemente a emitir o temível Canal Panda, vejo irromper pelo pequeno ecrã os berrantes rodapés que anunciam os leads das notícias. Invariavelmente variam entre escândalos relacionados com frases ditas pela Sôtora Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, ou "Petróleo Atinge o Preço Mais Alto de Sempre" e com isso, faz-se uma peça onde aparecem postos de abastecimento concorrentes com outros mesmos ou gritos e reclamações dos pescadores. Também há a vertente do aumento do pão. Pois bem.

Onde é que já se viu?

Justificarem-se faltas apenas com o atestado médico?! E se for uma constipação, daquelas que só passam com o cházinho de limão? (como diz a minha avó "Esses comprimidos, isso só vos faz é mal!") E os coitados (alguns) dos professores. Também já não lhes pode avariar o carro ou ter um filho a arder em febre, que lhes atrasa logo a progressão na carreira!

Gasolina a um euro e cinquenta, trezentos escudos o litro?!

E quando à padaria comprar os papossecos da praxe?!

- São oito papossequinhos mal cozidinhos, se faz favor.

- Noventa e seis cêntimos, por favor.

E vou a pensar. Com vinte escudos comprava eu uma sandes de fiambre na minha escola primária! Agora compro um paposseco...

E esta miudagem? Miudagem, mais velha que eu, de dezassete ou dezoito anos, anda no sexto ano, atreve-se a reprovar no ano mais acessível do ensino e ainda anda pelas ruas, de entrouxo exposto (refiro-me a calças dentro das meias, isso antes ainda se usava e aceitava, agora é decadente, passou de moda, mas ninguém entende. As sapatilhas nike, daquelas com uma câmara de ar, que pesa três kilogramas em cada pé... O que 'tá a dar são as Adidas, meus!, por isso não tenho nenhumas...)

Há uns dias atrás, estava eu sentada no Sapal em pleno centro desta bela cidade. Passam-me três mocecos, uma aspiração a arrumadores de rua, com um andar que transpirava desejo de afirmação e de "yah, sou altamente!". Não faço a mínima ideia, nem sei por que carga de água, desenrolou-se uma espécie de zaragata com um senhor com idade de ser avô deles. As palavras que trocaram foram inteligíveis, mas, quando olhei, um desses monstrinhos cravou um estalo e um empurrão ao velhote, e claro fogem os três gangsters, a rir de gozo (gozo?!), atravessando a estrada, ainda voltando-se para trás, a olhar os velhote! Será possível?

A igualdade de direitos provoca conflitos destes! Sujeitos destes, mutantes, bichos, merecem ter oportunidade de ter uma escola, subsídios, refeições gratuitas e não disfrutar deles? Merecem poder chumbar 30 vezes no sexto ano poorque acham que sim? Os pais não acordam, não castigam? Não cortam mesadas, telemóveis, não se preocupam? Compreendo que muitas vezes essas atitudes provêm de traumas ou até mesmo da educação (ou a falta dela) providenciada muitas vezes pelas próprias famílias, mas essas pessoas precisam de ajuda! Os outros (falo por base em casos próximos), que por vezes, têm uma família estável e um cérebro intelectualmente proveitoso não aproveitam. Nem limito o uso do intelecto à escola, mas que se aproveitem dele para trabalhar ou para desempenhar qualquer outra actividade benéfica para a sociedade! Não para se exibirem rua fora, agrupados em gangues entrouxados, inúteis, analfabetos e brutos, com uma expressão de orgulho estampada na fronha.

Até já eu pareço a minha avó a falar... Onde vamos parar?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Força de Vontade?

Às vezes dou comigo mesma paralisada. Completamente. Fico a olhar para o nada, com cara de idiota, por vezes talvez por durante minutos a fio... Fico a olhar para a parede, por exemplo. Exteriormente, pareço-me com uma autista, mas no meu interior há um turbilhão de pensamentos. Penso na cara parva que devo estar a fazer, mas, de seguida, lembro-me dele ou penso "podia estar a fazer outra coisa mas não me apetece".
Resultante disto, é a minha "falta de tempo", mais conhecida por "falta de força de vontade". Podia estar a fazer as perguntas para História, mas nop, fico aqui bloqueada, em frente ao ecrã a pensar coisas que podia fazer e que não faço. Raramente cedo às minha obrigações. Posso dizer que sou apologista nata da preguiça ou que sofro de preguicite crónica. Mas aborrece-me tanto, ter de me levantar, andar a longa distância de 10 passos para chegar até ao destino final: o quarto. Ai o quarto! No quarto posso disfrutar de actividades, todas elas bastante apeteciveis:
  • A cadeira do quarto com uma pilha de blusas do avesso por enterrar na gaveta.
  • O puff, com uma maior variedade de artigos: Revistas, lenços, mochilas e t-shirts.
  • A cama, desfeita há pelo menos dois dias, com a particularidade do saco da natação por desfazer.
  • A mesa de cabeceira, com o livro de Literatura Portuguesa por ler e lenços de papel.

Agora, neste preciso momento, poderia estar a fazer algo dessa lista. Mas não. Estou a escrever no Blog. Sentada. Paralisada. A olhar para o ecrã.

terça-feira, 6 de maio de 2008

É tudo uma questão de crença!

Esta falta de tempo, esta ocupação constante com assuntos "profissionais" e a aglomeração de todos esses factores não me tem deixado tempo para escritas. Montes de trabalhos de grupo para apresentar, que por sinal não estão a render nada (pelo contrário), juntamente com testes e os treinos mal me resta tempo para as minhas cantorias! imagine-se...

Para ajudar à festa agora arranjei o peso consciencial da dieta! Com as maçãs certas e os abdominais regulares tudo vai ao lugar! Continuo a afincar-me na minha teoria:


"Com o calor e com as idas à praia acabam-se as gorduras!"


É uma questão de crença... É psicológico!


Mas voltando ao stress... Nem tudo é mau!
Nem tudo é mau porque apesar de não pensar na frase "amanhã será um dia melhor" e não ter um lema baseado numa citação que toda a gente utiliza como consolo às suas desgraças, sei que amanhã acordo, abro a janela e "sim, está calor, está sol, estou atrasada, mas está sol!" e a partir desse momento sorrio todo o dia...

Esqueço os aspectos negativos do hoje, ou seja, do ontem de amanhã. Esqueço que a dissertação de Filosofia estava uma m**** e que do trabalho de Inglês não se aproveitou muito mais.


Penso apenas nas palavrinhas mágicas que ele me diz e nas coisas boas que ficaram do hoje, ou seja, do ontem de amanhã. Sim, e penso no solinho e na praia que está quase a chegar, que, se a minha teoria se provar!, tem como consequência o desejado "canône" corporal que tenho em mente. E nas noites quentes e ritmadas do Verão... E nos infindáveis (bons) momentos que me faltam viver.


Tchin Tchin...